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Lula poderá não subir em nenhum palanque no MA

Raimundo Borges - Bastidores

Diante das datas invariáveis do calendário eleitoral do TSE, a disputa do governo do Maranhão entra na etapa das definições de candidaturas, por pressionadas rumores, fofocas, fake news, desincompatibilização de cargos públicos e acordos de última hora para composição das chapas majoritárias. Como o prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD) mantém o mistério sobre o rumo a tomar nas eleições de outubro, o secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão (MDB) já marcou o ato em que oficializa a corrida ao Palácio dos Leões, no próximo sábado, 14, no Multicenter Sebrae, em São Luís. Ele e Braide aparecem nas pesquisas sobre o governo em empate técnico por meses seguidos.

É fato, porém, que pesquisa eleitoral nos dias de hoje não tem o mesmo poder de influenciar o eleitor como já foi no passado. As redes sociais estão nas mãos de cada votante, em tempo integral, mostrando tudo de bom e de ruim sobre cada candidato a mandato eletivo. É obvio que o palanque foi desmontado pelas comunicações digitais. Portanto, o que se projeta atualmente no Maranhão são dois cenários principais: Um com Eduardo Braide (PSD), unido ao PT, PSB e PCdoB na corrida aos Leões contra Orleans Brandão (MDB), aliado com vários dez partidos e a força do rio governador.

O outro é Orleans com o mesmo PT e o MDB com Roseana Sarney concorrendo ao Senado, junto com o pedetista Weverton Rocha. Mas Felipe Camarão diz ter apoio do PT nacional para seguir na disputa do Palácio dos Leões. Se não for, pode ser candidato ao Senado na chapa de Braide, com André Fufuca (PP). Resta saber com quem vai Roberto Rocha (sem partido) que já pontua alto para o Senado, empurrado pelo bolsonarismo. Assim, a questão central está em aberta: Para qual palanque irá o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Maranhão, com o PT sem caminho definido, com o segundo maior tempo de TV no horário eleitoral da campanha televisiva?

Outra dúvida é o PL do deputado Josimar do Maranhãozinho, que arrasta uma legião de eleitores e prefeitos para suas eleições na Câmara. Nesta terça-feira, ele passou a ser julgado com o apadrinhado Pastor Gil, pela 1ª Turma do STF, presidida por Flávio Dino. Os dois e outros políticos são acusados de participação em um esquema de desvio de recursos de emendas parlamentares. A PGR, que pediu a condenação deles, aponta Maranhãozinho como líder do esquema que teria cobrado propina em emendas pix para o Município de São José de Ribamar, na gestão do ex-prefeito Eude Sampaio.

Na faixa paralela da disputa política mais importante do Maranhão está Lahesio Bonfim (Novo) que aparecem bem nas pesquisas e promete concorrer novamente, como fez em 2022. Seja como for, a eleição de governador será uma das mais complicada no período de história democrática no estado marcado por sucessivas oligarquias políticas. O peso das redes sociais na decisão do voto eleitoral será muito maior, principalmente, no ano em que a Inteligência Artificial (IA) já interfere como nunca antes em inúmeras atividades humanas – com espaço mais relevante na política, independentemente sendo de direita ou de esquerda.

Como a eleição estadual não pode ser desvinculada da federal, a disputa da Presidência da República passa naturalmente pela corrida ao Palácio dos Leões. Desde sua primeira eleição vitoriosa em 2002, Luiz Inácio Lula da Silva tem tido o apoio de Roseana Sarney. Naquele pleito, mesmo com o PFL coligado ao PSDB nacionalmente, Roseana apoiou Lula. Quase lhe custou a expulsão, mas manteve a relação amistosa com o petista, ignorando os históricos confrontos do PT com os Sarney. Em 2026, Lula pode não participar de nenhum palanque, mas não descartará a votação dos palanques que lhes ajudará na reeleição.

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Raimundo Borges
Raimundo Borges Colunista