BASTIDORES

Lado obscuro da Lava-Jato

Se não tivesse os governos do PT provavelmente não haveria nunca a Lava-Jato. Se não tivesse a Lava-Jato não haveria a figura do juiz Sérgio Moro. Se não tivesse Sérgio Moro simbolizando a Lava-Jato não teria havido o denominado “maior escândalo de corrupção do mundo”. Se Lula não desejasse voltar ao Palácio do Planalto, ele […]

Se não tivesse os governos do PT provavelmente não haveria nunca a Lava-Jato. Se não tivesse a Lava-Jato não haveria a figura do juiz Sérgio Moro. Se não tivesse Sérgio Moro simbolizando a Lava-Jato não teria havido o denominado “maior escândalo de corrupção do mundo”. Se Lula não desejasse voltar ao Palácio do Planalto, ele não seria a figura central do “maior escândalo do mundo”. Se Sérgio Moro não fosse o cabeça principal da força-tarefa da Lava-Jato, Lula não teria sido preso e Jair Bolsonaro não seria presidente do Brasil, com Moro no Ministério da Justiça e Segurança.

Com todos os desdobramentos do novo escândalo das intercepções telefônicas clandestinas nos celulares dos personagens da Lava-Jato, a própria Lava-Jato, com suas infindáveis operações, perde força, apoio popular e a credibilidade inicial. A operação mais barulhenta no mundo neste início de século começa a entrar na difícil fase de ajuste de conta com a história.

E a história costuma ter também o seu lado perverso. Diz o filósofo Vladimir Saflate que “quando você não acerta suas contas com a história, a história te assombra”.

Sem dúvida, os integrantes da Lava-Jato e outros personagens da política e do Judiciário estão hoje assombrados com as bombásticas revelações divulgadas pelo site internacional The Intercept sobre os lados obscuros da Lava-Jato. Com um pacote de matérias sendo divulgadas a conta-gotas pelo jornalista Grenn Greenwald, a vida do ministro Sérgio Moro e do coordenador da força-tarefa da Lava-Jato, Dalton Dallagnol, nunca mais será a mesma. Nem de glamour, nem de endeusamento, nem de prestígio popular.

Como ninguém, além dos editores do Intercept, sabe o volume das munições que ainda virão à tona. Só isso já é o suficiente para provocar calafrios não apenas em Moro e Dallagnol, mas também espalhar estilhaços para todos os poderes da República. O fundador de The Intercept afirma que ainda processa as novas informações, gerando mais expectativas. Se não bastasse, o ministro Moro tem audiência no dia 26 no Senado para falar da reforma da Previdência. O encontro pode virar uma sabatina geral, diferentes, por exemplo, das realizadas na CCJ com indicados para o STF, onde Moro tem a promessa de Bolsonaro de em breve chegar por lá.

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