BASTIDORES

Campo em movimento

Movimentos populares e organizações ligadas ao setor agrário trabalham para consolidar uma agenda que avance regionalmente. Trata-se da Carta Terra, Território, Diversificado e Lutas, que se sustenta em educação no campo, previdência, demarcação de territórios tradicionais (quilombolas), criminalização dos movimentos, leis de terras, agricultura familiar, combate aos agrotóxicos e avanço da reforma agrária. Seus representantes […]

Movimentos populares e organizações ligadas ao setor agrário trabalham para consolidar uma agenda que avance regionalmente. Trata-se da Carta Terra, Território, Diversificado e Lutas, que se sustenta em educação no campo, previdência, demarcação de territórios tradicionais (quilombolas), criminalização dos movimentos, leis de terras, agricultura familiar, combate aos agrotóxicos e avanço da reforma agrária.

Seus representantes estiveram reunidos no Palácio dos Leões, com o governador Flávio Dino, na última segunda-feira. À frente dos diálogos estava João Paulo Rodrigues, da direção nacional do MST. Ele disse que o movimento sabe que há compromisso de alguns governadores, mas é preciso demonstrar isso para toda a sociedade. A proposta levada a Dino visa desenvolver uma versão nordestina do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera).

O documento ainda será formulado e pode vir a ser apresentado na próxima reunião do Consórcio Nordeste, entre os governos da região, no dia 29 deste mês. O projeto funciona em interação entre universidades, movimentos populares e o Incra, com organização de cursos de graduação e pós-graduação para assentados em todo o país. Eles reclamam do corte no orçamento federal e a interrupção do fornecimento de cursos aos camponeses, sobretudo depois de Jair Bolsonaro chegar à Presidência.

Sendo o Maranhão um dos estados com maior número de territórios quilombolas, portanto é local fundamental para discutir essa temática. Dados da Fundação Palmares indicam que o estado conta com 786 comunidades quilombolas reconhecidas. Mas Flávio Dino lembrou a iniciativa de seu governo chamada Maranhão Quilombola, que visa fornecer apoio em infraestrutura para o desenvolvimento dessas comunidades. Segundo o governador, a partir desse programa o estado dobrou o número de demarcações.

Preço da rebeldia
 

Como havia prometido desde a semana passada, o PDT presidido por Carlos Lupi abriu processo e suspendeu provisoriamente das atividades a deputada federal Tabata Amaral e outros sete colegas que votaram a favor da reforma da Previdência, “furando” o fechamento de questão contra.

Preço da rebeldia (2)
 

Enquanto durar o processo na Comissão de Ética, que vai definir o tipo de punição, os deputados estão proibidos de falar em nome do PDT. Dentre eles está o maranhense Gil Cutrim ex-prefeito de São José de Ribamar. Todos os “rebeldes” terão prazo para apresentar defesa.

Preço da rebeldia (3)
 

Segundo Lupi, a Comissão de Ética pode orientar três opções: expulsão da legenda, manutenção da suspensão ou outra advertência mais branda. Se expulsar, significa “premiar”, pois o que não falta aos deputados são portas abertas, dizendo “por vir”, inclusive o PSL de  Bolsonaro.

“E preciso ter ‘zelo’ na indicação de embaixadores”
Do presidente Jair Bolsonaro, que quer tornar o filho Eduardo Bolsonaro embaixador do Brasil nos EUA, durante reunião de Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul.

1
Depois do vendaval da reforma da Previdência não virá bonança alguma. No segundo semestre vai entrar em discussão a Reforma Tributária, tão logo acabe o trâmite da Previdência. Desta vez, quem estará diante dos holofotes será o relator, deputado Hildo Rocha (MDB-MA).

2
O PSB também, presidido por Alexandre Navarro, abriu processo disciplinar contra 11 deputados que votaram a favor da reforma da Previdência. Eles descumpriram a resolução do partido que decidira pelo voto contrário à proposta do governo de Jair Bolsonaro.

3
O deputado Márcio Jerry (PCdoB) faz o pingue-pongue com Flávio Dino no embate contra o governo Bolsonaro. Para Jerry, não há dupla mais desmoralizada que Sérgio Moro e Deltan Dallagnol. Eles são “dois decaídos” e “um acinte ao país”, atacou o deputado do PCdoB.

Focando setor privado
O Ministério da Educação (MEC) quer criar um fundo de natureza privada, cujas cotas serão negociadas na Bolsa de Valores, para financiar as universidades e institutos federais. Esse fundo contará, inicialmente, com R$ 102,6 bilhões.

Focando setor privado (2)
A maior parte desses recursos, R$ 50 bilhões, virá do patrimônio da União. A intenção é que esse esses recursos financiem pesquisa, inovação, empreendedorismo e internacionalização das instituições de ensino. O fundo é a principal estratégia do programa Future-se, composto ainda por R$ 33 bilhões de fundos constitucionais.

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