
A política do Maranhão aparece este ano de 2025 com uma projeção bem definida na disputa dos mandatos majoritários de 2026. Porém, a novidade é o surgimento de quatro nomes bem avaliados na corrida ao Palácio dos Leões pela faixa do centro, com igual número apontado nas pesquisas para as duas vagas de senador. O PSD de Eduardo Braide, que as lidera não é de esquerda nem de extrema-direita. O MDB de Orleans Brandão também tem perfil moderado, ao contrário do Novo de Lahesio Bonfim, marcadamente uma legenda de direita, e do PT de Felipe Camarão, historicamente um partido de esquerda, não raramente confundido por político do PL de Jair Bolsonaro, como um ninho de comunistas.
Por outro lado, a eleição para as duas vagas de senador tem também quatro postulantes: Weverton Rocha (PDT), André Fufuca (PP), Eliziane Gama (PSD) e provavelmente Roseana Sarney (MDB), ou Roberto Rocha. Os dois últimos só entrarão nessa corrida com mais garantia de que poderão vencer. Roseana não vai arriscar a renovação do mandato na Câmara federal por uma aventura de tamanha significação para sua história política. Já Roberto Rocha é bolsonarista, mas depende do que vier acontecer com a situação jurídica do “mito”, hoje em prisão domiciliar e amanhã ameaçado de ser preso numa penitenciária.
O que vai mudar fortemente as eleições de 2026 é a queda brusca no número de partidos em comparação entre as últimas eleições gerais de 2018 e 2026 – eram 35, oito anos atrás, agora são apenas 24, depois da fusão União-PP e da federação PSDB-Podemos, além do PRD que negocia outra federação com o Solidariedade. Tais alterações afetam não apenas a composição das chapas nas eleições, como também mexem com o xadrez político dentro do Congresso Nacional. Menor número de partidos, maior poder de barganha. Em outra direção, federações existentes hoje podem mudar de figura em breve. O PV avalia abandonar a federação com PT e PCdoB, e a Rede, com o PSOL.
Independentemente de participar de federação ou fusão com outras legendas, o PSD de Eduardo Braide já definiu, por vontade de seu presidente nacional Gilberto Kassab que ele será candidato em 2026 “e eleito governador”. Também o governador Carlos Brandão já declarou que não vai sair do Palácio dos Leões para concorrer ao Senado porque seu objetivo é ficar no cargo até o fim e eleger o sobrinho Orleans Brandão. Até na mensagem do Dia dos Pais, o governador começou a fala lembrando do seu próprio pai Orleans Brandão, coincidentemente o nome do secretário de Assuntos Municipalistas. Brandão e seu grupo ainda permanece no PSB, depois que o comando passou à senadora Ana Paula Lobato.
Como é muita gente do mesmo lado, obviamente que Brandão quer chegar ao destino levando a força política que acumula hoje no PSB. Ele está organizando um grupo grandioso para segui-lo rumo às eleições de 2026, com capacidade de causar esvaziamento do PSB nas esferas estadual (Assembleia Legislativa) e municipal (prefeituras e câmaras de vereadores). Ao anunciar o próximo partido que, tudo indica será o MDB, presidido pelo irmão Marcus Brandão, o governador vai querer mostrar para o Maranhão qual o tamanho de sua liderança político-eleitoral para 2026.
No entanto, diante de tudo que está ocorrendo na política brasileira, qualquer projeção que se faça hoje sobre as eleições de presidente da República, governadores e senadores não passa de especulação. Até a candidatura de Lula ao quarto mandato, pesquisada pelo Ipsos-Ipec, divulgada neste domingo, 10/08, tem 62% que reprovam a decisão de concorrer. Já os nomes citados espontaneamente para substituí-lo aparecem Fernando Haddad (PT) com 19% e Geraldo Alckmin (PSB), 17%. O que chama atenção é o nome de Flávio Dino, ministro do STF, aparecer na consulta, com 6%. É um percentual inexpressivo, mas ele nem político é mais e a pesquisa não é do modo estimulada, em que o eleitor é confrontado a uma lista para escolher.