BASTIDORES

Atitude cirúrgica?

Até agora o senador Weverton Rocha, líder do PDT no Senado, não se manifestou sobre a decisão do presidente nacional, Carlos Lupi, de levar oito deputados do partido à Comissão de Ética e puni-los por terem votado a favor da reforma da Previdência. Dentre eles está o deputado Gil Cutrim, que ingressou no PDT em […]

Até agora o senador Weverton Rocha, líder do PDT no Senado, não se manifestou sobre a decisão do presidente nacional, Carlos Lupi, de levar oito deputados do partido à Comissão de Ética e puni-los por terem votado a favor da reforma da Previdência. Dentre eles está o deputado Gil Cutrim, que ingressou no PDT em 2018 e pelo qual foi eleito para a Câmara, depois de deixar a Prefeitura de São José de Ribamar.

O alvo principal de Carlos Lupi é a deputada Tabata Amaral, que anunciou o voto de rebeldia ainda na manhã de quarta-feira (10), num gesto que soou como desafio à posição do partido em fechar questão contra a reforma da Previdência. Na mesma quinta-feira, Weverton estava no Senado propondo audiência pública para um tema mais do que polêmico: o tamanho do mandato dos ministros do Supremo Tribunal Federal e nova forma de escolha dos ministros dos tribunais superiores e juízes de tribunais.

O senador do PDT é relator dessa PEC, de número 77/2019, que promete provocar alvoroço no mundo togado, a elite da elite brasileira. Na Câmara, porém, o PDT tem um nó a desatar de seus deputados que se rebelaram contra decisão da liderança, em meio às notícias de que o voto de cada deputado valeu, no todo, quase R$ 2 bilhões em emendas parlamentares. O próprio presidente Jair Bolsonaro disse que não foi nada da “política velha” do toma lá dá cá, mas sim uma programação já definida pelo Ministério da Economia.

Falando à Folha de S. Paulo, Lupi foi direto: “Não adianta ter deputado que não vota com o partido. Estamos avaliando para ter uma atitude cirúrgica”. Em nota, Gil Cutrim se defende: “Nosso principal objetivo deve ser uma agenda positiva que vise a geração de emprego e renda e o bem-estar dos brasileiros. A reforma da Previdência é uma medida dura, porém, fundamental à retomada da economia. A previsão é que o país economize R$ 1,071 trilhão em dez anos. Não farei uma política raivosa”.

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Quebrando paradigma
O presidente Jair Bolsonaro, que em maio determinou o corte de 30% nas verbas da educação, voltou a criticar a autonomia das universidades públicas. Ele classificou de “coisas absurdos” que têm acontecido no ensino superior devido a “autonomia das universidades”.

Caneta venenosa
Para Bolsonaro, escolha dos reitores acontecer por meio de uma lista tríplice enviada pelas instituições, permite a nomeação de pessoas ligadas a partidos “de esquerda”. Por esse prisma ideológico, o professor Natalino Salgado, eleito para reitor da UFMA, passa por mérito.

Vem que tem
Caso o PDT decida pela medida extrema de expulsar seus sete deputados – incluindo o maranhense Gil Cutrim – por infidelidade, o PSL já sinaliza que as suas portas estão escancaradas para recebê-los. Por sua vez, Eduardo Braide está noutra, pois votou contra a reforma de Bolsonaro.

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“Não temos medo nenhum”.
Do jornalista Glenn Greenwald (The Intercept) sobre ameaça de investigação pelo Coaf em suas contas bancárias. Ele falou ontem no Senado sobre os vazamentos das conversas dentre Sérgio Moro e procuradores da Lava-Jato.

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1
O presidente da Subcomissão Permanente o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas, firmado entre Brasil e Estados Unidos sobre o Centro de Lançamentos de Alcântara (CLA), deputado Márcio Jerry, defende a criação de “salvaguardas sociais” às comunidades quilombolas.

2
Espécie de força-tarefa da OAB-MA, Defensoria Pública do Estado, o Ministério Público e o Judiciário vão discutir sobre acusações de acúmulo de cargos por servidores municipais da Câmara de São Luís e tentar chegar a um consenso. É mais um pepino que o presidente Osmar Filho vai descascar com faca cega.

3
E, afinal, o que é “fechar questão”, que o PDT tanto reclama de sete de seus deputados? É o controle interno, orientado pela liderança, em votação de matérias polêmicas. Quando o partido decide se posicionar contra ou a favor de uma proposta oficialmente. Espécie de “voto de cabresto” oficial.

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Direita, volver!
Ministério da Educação anunciou um plano que pretende aumentar em mais de 50% o número de escolas “cívico-militares” no país, uma das propostas de campanha de Jair Bolsonaro. Atualmente existem 203 centros voltados ao ensino baseado na doutrina militar com atuação de civis. O número pode subir para 315 até 2023, com a proposta de criação de 27 escolas por ano.

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