
“Reconhecer é a arte de transformar o invisível em inesquecível”. A frase de Alan Vaszatte é perfeita para definir a reivindicação que está sendo feita pelo Maranhão Atlético Clube à Confederação Brasileira de Futebol: o título da Divisão de Acesso do Campeonato Brasileiro de 1979, competição equivalente à antiga Taça de Prata. Já era tempo. “Antes tarde do que nunca!”, dirão todos os atleticanos.
A busca pelo que considera também um ato de justiça e um prêmio não apenas à agremiação, mas a todos aqueles que colaboraram de forma direta ou indireta para aquela brilhante participação na maior competição nacional, foi dada a partir de um documento protocolado na tarde da última quarta-feira (12) na Federação Maranhense de Futebol (FMF).
O pleito tem amplas chances de ser atendido. Afinal, se olharmos para trás, veremos que muitas foram as equipes beneficiadas por argumentos até menos convincentes que os apresentados pelo Bode Gregório. Afinal, a CBF já reconheceu os títulos do Torneio Roberto Gomes Pedrosa pelo Palmeiras (67 e 69), Santos (68), Fluminense (70), além das conquistas da Taça Brasil como títulos nacionais. Mais recentemente, em 2023, a CBF também reconheceu o Atlético-MG como campeão brasileiro de 1937.
Convém lembrar que a primeira fase do Campeonato Brasileiro de 1979 é considerada por muitos historiadores como a equivalente à Série B daquele ano. A competição teve um formato extenso, envolvendo um número expressivo de clubes de todo o Brasil. Sessenta times de várias regiões foram divididos em seis grupos onde cada equipe disputava partidas em turno único dentro de seu grupo, com o objetivo de conquistar a melhor colocação e avançar às fases seguintes. Essa primeira fase, embora fosse parte do contexto do Campeonato Brasileiro principal, funcionou, na prática, como um Torneio de acesso.
O Grupo ”E” foi composto por Maranhão (MA), Uberaba (MG), Central (PE), Uberlândia (MG), Náutico (PE), Moto Club (MA), Sampaio Corrêa (MA), Ríver (PI), Piauí (PI) e Tiradentes (PI). E de forma invicta, foi o Maranhão Atlético o clube que alcançou a maior pontuação entre todos os participantes.
Mesmo não avançando para as fases finais, o MAC considera o feito como título simbólico da Série B de 1979, o que, sem dúvida, também significará um prêmio para a indiscutível liderança do time na primeira fase.
Cabe agora à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) a oficialização do título de campeão da Série B para o Maranhão Atlético Clube, o maior representante do futebol nordestino daquele ano, inclusive tendo no ponta-direita maqueano Osni com 7 gols marcados como principal artilheiro com 15 gols.
O MAC também se baseia na forma de disputa de outros torneios similares ao de 1979 (Brasileiros séries A e B de 1980, 81, 82, 83, 84 e 1986). Ao atender o pedido atleticano, a CBF também estará fazendo justiça pelo que vem sendo interpretado até aqui ao conceder os títulos dos representantes do Rio, São Paulo e Minas Gerais. Vamos aguardar!
Lentamente
“Caminhando a passos de cágado”, as representações que pedem intervenção no Sampaio Corrêa tiveram mais um capítulo nesta semana. A Corregedoria-Geral de Justiça do Maranhão confirmou que as denúncias finalmente viraram um processo oficial já concluído e enviado ao juiz auxiliar da Corregedoria, Dr. André Bogéa, que decidirá sobre as medidas solicitadas.
Boa escolha
A melhor notícia no Tricolor, no entanto, foi a escolha do ex-goleiro Rodrigo Ramos para o cargo de Executivo de Futebol. De um modo geral, a indicação foi bem aceitável.
Os torcedores não esquecem as boas atuações e a liderança exercida pelo “Paredão” durante sua passagem pelo Sampaio Corrêa. Afastado dos campos, mas trabalhando nas categorias de base do Marília da cidade de Imperatriz, ele demonstrou bastante otimismo neste novo desafio. Suas intenções são as melhores possíveis, mas o sucesso do seu trabalho vai depender muito do apoio a ser recebido da diretoria.