
Amigos, acabou a participação do Moto na Copa do Nordeste, enquanto a do Sampaio só vai acontecer em junho, devido ao adiamento da última rodada para atender jogos da Libertadores com a participação do Bahia. E o que resta desta festa? Infelizmente, só frustração. Os dois clubes de maior torcida do nosso estado, fizeram as piores campanhas. Um fechou em penúltimo lugar no Grupo A, com apenas uma vitória. O outro permanece em último lugar no Grupo B e tem apenas um jogo para cumprir a tabela diante do Ceará, equipe campeã do estado que lhe empresta o nome.
É muito triste essa constatação. O futebol maranhense, que já revelou craques para o Brasil e o resto do mundo, que já conquistou títulos importantes no cenário esportivo nacional, hoje está na UTI.Tudo por causa da enorme quantidade de equívocos nas administrações dos clubes, que chegaram ao ponto de afastar dos estádios nossos apaixonados torcedores.
A cada ano, o que se vê, repetidamente, é uma enxurrada de contratações de atletas vindos de outros estados, cuja maioria não se destaca nem nas equipes de menor poder aquisitivo que disputam o Estadual. A prova disso são as atuações individuais e coletivas dos chamados grandes diante dos times do interior, alguns deles até injustiçados pelo que têm apresentado em campo. O pior de tudo é que os salários pagos a dezenas de jogadores importados, chega ao absurdo de até R$ 30 mil por mês. No mesmo grupo, entretanto, os poucos maranhenses aproveitados não ganham nem R$ 5 mil.
O Campeonato Maranhense ainda tem muitos jogos a serem cumpridos e os chamados reforços continuam chegando. Se vão apresentar algo bem melhor do que se viu até aqui ainda é uma incógnita. Vem aí a quarta divisão do futebol nacional, onde temos três equipes representando o estado, e as perspectivas ainda são muito sombrias. Ou os dirigentes modificam os critérios dessas contratações, trazendo jogadores que realmente venham contribuir para o crescimento da qualidade técnica do nosso futebol, ou corremos o risco de cairmos, lamentavelmente, para a quinta divisão, que já foi sugerida à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pelo Santa Cruz de Pernambuco, no ano passado.
Ridículo
Mais uma vez o público presente ao Castelão, para ver um jogo importante de uma equipe grande do nosso futebol, ficou muito distante das expectativas. Moto 1 x 1 Vitória-BA não chegou a 600 pagantes, mesmo estando em jogo a expectativa de uma vaga para a próxima fase da Copa do Nordeste. Dois fatores contribuíram para a desmotivação do torcedor: horário (21h30) e transmissão ao vivo pela televisão em canal aberto. Agora, é bom lembrar que as torcidas já vêm comparecendo em número reduzido mesmo quando os jogos são mais cedo.
Não fosse o “se”
Grande parte da torcida motense ainda não conseguiu engolir a desclassificação do time do Nordestão. Ao analisar os motivos que levaram o clube a deixar escapar a chance de faturar mais R$ 500 mil, muitos tentam justificar: 1 – Se não fosse aquele pênalti inventado contra o Fortaleza (1 ponto); se não fosse o pênalti perdido por Danilo Pires diante do Ferroviário nos momentos finais (2 pontos); se não fossem as esquisitas faltas cometidas por Lucas Gomes no jogo contra o Altos e a expulsão logo no primeiro tempo (2 pontos). Total: 5 pontos, que somados ao do empate com o Vitória = 6 pontos. Então, o culpado maior foi o “se”? Tirem suas conclusões.
Discussão forte
Não foi nada amistosa a entrevista concedida pelo vice-presidente do Sampaio Corrêa, Pérez Paz e o apresentador Carlos Afonso, do Canal “Plantão Bacurau” da cidade de Rosário, via Youtube. Ao responder às críticas sobre uma parceria do Tricolor com a prefeitura daquele município para aproveitamento de jovens do Sub-20 no Brasileiro, Pérez, antes da resposta, preferiu interrogar o radialista sobre assunto diferente. Logo escutou: “Aqui, quem pergunta sou eu. Você veio aqui para responder”. Foi o suficiente para um prolongado bate-boca onde não faltaram troca de adjetivos como “incompetente, despreparado, intimidador, prepotente, etc”. Por muito pouco o estúdio não se transformou num ringue.