

Por que a popularidade do presidente Lula não está nas alturas se nos últimos dois anos e meio o Brasil melhorou muito ? O que faz ter reprovação maior que aprovação se os indicadores, todos, são positivos, mostram avanços ?
Não há respostas prontas porque não são simples, não tem obviedades. A obviedade que há neste caso é o paradoxo de um Brasil melhor por força de um governo e este governo não tendo a aprovação que seria natural em situação assim.
Como também não tenho a resposta pronta e acabada para essas e outras dúvidas, relembro aqui fatos concretos a comprovar que o Brasil sob Lula é bem melhor que aquele Brasil sob Bolsonaro. Puxo para cá os dados apresentados em alentado artigo pelo jornalista do Valor Econômico Pedro Cafardo.
A inflação, vamos lá, atingiu em média 4,73% nestes dois anos e meio, quando nos quatro anos anteriores alcançou 6,17% ao ano. A inflação média anual, acrescente-se, está abaixo da média dos últimos trinta anos.
Ah, mas tem a inflação dos alimentos, né ? Os dados mostram que se os alimentos subiram 8% no ano passado, esse índice ficou menor que a renda das famílias que cresceu 10% e muito menos ainda que a renda das famílias mais pobres que aumentou 19%.
A taxa de desemprego chegou a níveis baixos, de 6,6% da força de trabalho no primeiro trimestre deste ano e tem previsão de recuar a 5,9% até dezembro.
Mais, agora literalmente: “a desigualdade da renda foi a mais baixa da história no ano passado. E a renda per capta domiciliar mensal, a maior desde o início da série histórica, em 2012.
Segunda a ONU, o número de pessoas em situação de fome diminuiu de 17,2 milhões em 2022 para 2,5 milhões em 2023. Cerca de 14,7 milhões de pessoas deixaram de passar fome de um ano para o outro em nossa Pátria amada Brasil.
E contrariando os profetas do caos que pululam por aí, o PIB do nosso Brasil sob Lula vem crescendo com 2,9% em 2023 e 3,4% em 2024. No primeiro semestre do ano em curso cresceu 1,4%m, índice superior ao dos países da OCDE e do G7.
No Brasil da desindustrialização a indústria finalmente voltou a crescer, 3,1% no ano passado e continua numa pegada ascendente.
E em meio a essas e outras informações positivas, há outras tantas como a volta de programas como o Minha Casa Minha Vida, que assegura a milhões o direito humano à moradia e fortalece a indústria da construção civil; retomada de investimentos nas universidades e institutos federais, em ciência, tecnologia e inovação; implantação de programas como o Pé de Meia, fortalecimento das políticas de garantia de direitos e proteção social. Ou seja, um país sendo reconstruído e com resultados positivos em todas as áreas.
Por fim, não menos importante, no plano institucional um governo que preserva, respeita e fortalece a democracia, virtude diametralmente oposta ao que ocorreu nos 4 anos do agora inelegível réu Bolsonaro.
Reconhecer que o Brasil está muito melhor é uma questão de justiça e bom senso, de apego à simplicidade factual a mostrar concretamente muitos avanços. Há em face disso, uma imenso desafio que é fazer com que esses fatos sejam efetivamente reconhecidos por sua excelência, o povo brasileiro !