opinião

O corregedor do extraordinário

Lourival Serejo - Desembargador

Depois de uma premiada passagem pelo Tribunal Regional Eleitoral, o desembargador José Luiz desejou assumir a Corregedoria-Geral de Justiça, estimulado pela expertise que ali adquiriu sobre administração judiciária. Então, o Tribunal de Justiça acatou sua candidatura, dando-lhe o mandato almejado.

Ocorreu que, logo nos primeiros meses, constatou-se o acerto da escolha. Estávamos diante de um administrador tomado por um entusiasmo que só se verifica em pessoas comprometidas com as funções que lhe são atribuídas. O novo corregedor abraçou um programa de ação desafiador, com uma equipe que o tornou fortalecido para mostrar por que desejou ocupar essa função tão importante.

Na estrutura que sustenta o funcionamento do Poder Judiciário, são as corregedorias os órgãos responsáveis pelo bom funcionamento da Justiça. É ali que se mede e se impulsiona toda a dinâmica das atividades e das inovações que contribuem para o aperfeiçoamento da prestação jurisdicional, nos moldes que se pretende para servir melhor a sociedade.

O Poder Judiciário é o poder que tem mais proximidade com o cidadão, é o mais visível e o mais cobrado. Essa verdade é desconhecida da população. A justiça não dorme. Dia e noite está receptiva às súplicas daqueles que buscam seus direitos. No momento em que vivemos, com a velocidade impulsionando as atividades humanas, a Justiça trabalha, não só para atender as demandas do presente, mas age com atenção às possibilidades do futuro, principalmente em tempo de inteligência artificial, atenção ao resultado e com cobranças permanentes.

Foi consciente desse quadro que o desembargador José Luiz resolveu fazer uma programação do extraordinário, para além das medidas ordinárias esperadas.

A palavra “extraordinário” que compõe o título destes comentários acumula dois sentidos: extraordinário como excelente, e extraordinário como projeto de ação. O desembargador José Luiz, como um atencioso da semântica, saiu-se bem em ambas as formas.

Para dar ênfase à sua administração, ele começou criando o Projeto Produtividade Extraordinária, que se desdobrou em outras faces: o juiz extraordinário, o oficial de justiça extraordinário e produtividade extraordinária, secretaria extraordinária e o analista extraordinário. Tudo com o propósito de superar a ausência do juiz em comarcas vagas, cumprir com rapidez os mandados acumulados, aumentar a produtividade nos moldes das metas do CNJ, impulsionar as secretarias judiciais no cumprimento das decisões dos juízes e suprir a deficiência de analistas em comarcas e varas.

O resultado dessa iniciativa já alcançou diversas comarcas, reuniu um grupo selecionado de magistrados voluntários, auxiliados por vários analistas. Essa equipe de trabalho já julgou, até a presente data, milhares e milhares de processos e realizou centenas de audiências.

Com essas inovações, desembargador José Luiz já recebeu o reconhecimento do Conselho Nacional de Justiça, expresso por reiterados e públicos elogios.

Por fim, é preciso registrar que todo o êxito da administração do desembargador José Luiz deve-se ao pronto apoio que tem recebido do presidente Froz Sobrinho, que se aliou a todas as inovações do corregedor.

Com essa aliança estabelecida, a justiça maranhense está ganhando prestígio nacional, exportando inovações em todas as áreas, e afirmando-se com um dos melhores tribunais de porte médio do país.