
O que torna São Luís no concerto das capitais federativas do Brasil singular e plural é ser cidade de muitas inteligências, engenhos e artes. Um cantador de boi dali do povoado Taim, no interior de nossa Ilha, cunhou a canção: “São Luís, cidade dos azulejos, terra de artistas e prédios coloniais” e, prossegue, se não me engano, “Nos temos a Barragem do Bacanga, a Ponte do São Francisco e a Avenida Beira-Mar”, e, continua, “Nos temos nosso Santo Padroeiro…”, concluindo, “A melhor terra do mundo: São Luís do Maranhão”.
E, assim, outros cantadores, como Coxinho, Chagas e Lobato, imortalizaram em suas toadas a “Terra de Gonçalves Dias”, “Sousandrade”, Dunshe de Abranches, João Lisboa, irmãos Azevedo (Arthur e Aluísio), Josué Montelo, Nascimento de Moraes (pai e filho), Nina Rodrígues, Odylo Costa, filho, Nonato Masson, Jose Sarney, Reynaldo Faray, Renato Archer, Nonato Buzar, Cláudio Fontana, Alcione, Zeca Baleiro, Ubiratan e César Teixeira, Josias Sobrinho, Joãozinho Ribeiro e tantos outros poetas, escritores, políticos, compositores, cantores, jornalistas e artistas, e tantos outros luminares que nos orgulham e honram pela inteligência, talento e competência nas ciências, engenhos e artes. Afinal ser de São Luís é um galardão, uma premiação ser ludovicense, da gema ou adotado.
Não é assim desprezível ter como torrão São Luís do Maranhão! Como eu já pregava em artigo publicado sob o título “Cidade Patrimônio de Todos Nós”, quando exerci a função de Procurador do Município na gestão do prefeito Jackson Lago. Lá eu já assinalava que “Uma cidade não é só seus casaroes por mais imponentes e monumentais que possam ser trazem em si uma história dos homens e mulheres que a construíram, com suas mãos, seus sonhos e encantos” “São Luís não seria patrimônio da humanidade se nela não existissem as pessoas de carne e osso, que a habitam, e andam pelas ruas estreitas, sobradoes, corretos, fontes de cantarias enfim num conjunto admirável de sintonia entre o passado e o presente, apesar de haverem lhes sido roubadas algumas características, coloco verde, vítima de criminosos e continuado desmatamento e e paralelepípedos asfaltados, que vêm desfigurando sua paisagem antiga antiga e bucólica, mais próprias de suas edificações em pedras, cal e cimento, das mãos dos escravos africanos, da imaginação criativa e épica dos lusos e a visão geométrica e protetora das florestas, dos rios e mares dos indígenas nativos” “São Luís não é somente isso, é a paisagem da natureza, rodeada de praias belas e maravilhosas a brisa da beira do mar e quebrante das ondas alegres enroscando-se com os paredoes, fervilhando na areia, no vai-e-vem extasiante do por do sol do crepúsculo” “São Luís não se deve perder de vista, é uma cidade de contrastes, das casas rústicas da periferia, das ocupações desordenadas, dos conjuntos habitacionais desarborizados e das mansões em pedras de mármores entalhadas nos calhaus.
Tal como Ouro Preto, em Minas, da ameaça do alumínio colo fluoreto em cima de suas joias e prata na cabeça de seus ilhéus.” (…) “Por isso vale a pena ser Patrimônio do Humano “quando a alma não é apenas pequena”, é Atenas!” E assim caminha para futuroso destino São Luís, patrimônio de nossa gente, no cotidiano de seus sofrimento e desenganos, nas ladeiras da angústia, nos açoites, do passado se encontrando com o presente, é o nosso tempo de prosperidade com desenvolvimento que é trabalho permanente, contínuo, individual e coletivo, inspirando-se nos nossos antepassados, distantes da estupefação e desencanto com gestores e julgadores do presente, em desarmonia e afronta aos valores legais, éticos e morais, mas na inspiração a iluminar o amor é devoção de todas as gerações passadas e presentes às ciências, à música, à arte, à poesia, ao romance e ao teatro. Viva os 513 anos de São Luís. Salve esse nosso torrão da esperança, do combate pela esperança de boa vida, com coerência, honestidade e paz para todos seus habitantes!