

O termo “agronegócio” surgiu nos EUA e foi incorporado no Brasil na década de 1950, ganhando força a partir da década de 1970, impulsionado pela Revolução Verde e pelo aumento dos investimentos governamentais no setor. A partir dos anos 1980 e 90, com a redução dos investimentos estatais, o agronegócio passou a buscar novas formas de financiamento e a aumentar sua produção, especialmente de commodities.
O conceito de agronegócio engloba uma série de atividades, como a produção de alimentos, fibras e energia, a utilização de tecnologias e a gestão de propriedades rurais, além do comércio e distribuição dos produtos. O desenvolvimento do agronegócio no Brasil também está associado à criação de instituições como a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), que trabalha no desenvolvimento de tecnologias e pesquisas para o setor.
No passado recente, o AGRONEGÓCIO tem liderado o processo de crescimento econômico brasileiro. Em 2023, ele responsabilizou-se por 1/3 do crescimento de 3,2% do PIB do país. Já em 2024, o PIB do agronegócio apresentou alta de 1,81% em comparação ao de 2023, atingindo R$ 2,72 trilhões. O agronegócio brasileiro também registrou no ano de 2024 um aumento no número de empregos, ocupando mais de 28 milhões de pessoas, o que representa 26,02% do total de postos de trabalho no país. Para 2025, existe a expectativa de repetição do comportamento dos anos anteriores, esperando-se uma safra de 322 milhões de toneladas.
Mas o agronegócio tem impulsionado a economia brasileira também no desenvolvimento tecnológico e na inovação, mediante o emprego crescente da automação e da robótica nas suas atividades. Nestas estão ganhando espaço máquinas automatizadas em substituição a tarefas manuais, assim aumentando-se a eficiência produtiva do setor.
As exportações do agronegócio brasileiro também vêm registrando sistematicamente resultados bastante positivos, com destaque para a diversificação de mercados, qualificando-se o setor como estratégico para a economia nacional, impulsionando o crescimento e a competitividade do país no Comércio Exterior.
O Agronegócio no Maranhão teve seu início mais estruturado a partir da segunda metade do século XX, com a modernização da agricultura e a expansão da fronteira agrícola, especialmente na região sul do estado. A partir da década de 1970, houve a ocupação dos Chapadões do Sul, impulsionada por políticas de valorização agrícola, resultando em aumento da produção de grãos, com destaque para a soja, e a incorporação do estado ao mercado nacional através de subsídios governamentais.
Na segunda metade da década de 1990, dá-se a consolidação da região de Balsas como principal produtora de soja, com municípios como Tasso Fragoso, Riachão e Balsas se destacando.
No Século XXI, o agronegócio maranhense se fortaleceu, com o estado alcançando valor de produção de R$ 14,7 bilhões em 2022, com crescimento de 26,9% em relação a 2021, o maior da região Nordeste e o quarto maior do país. Em 2023, o Valor Bruto da Produção -VBP- subiu para R$16,52 bilhões, sofrendo ligeira queda para R$15,90 bilhões, em 2024. Este valor conferiu ao agronegócio maranhense o 14º lugar estadual do VBP da agropecuária brasileira, destacando-se neste contexto as produções de soja e milho.
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Ante tamanhas evidências do grande significado do agronegócio para a economia maranhense, impõe-se a urgente discussão de uma pauta de temas estratégicos sobre este segmento com o objetivo de identificarem-se aspectos de maximização de seus pontos fortes e oportunidades e de minimização de suas ameaças e pontos fracos para o desenvolvimento estadual. A título de sugestão, apontam-se para a constituição de tal pauta pelo menos os seguintes pontos: 1- a inserção do Maranhão no Comércio Exterior a partir de seu Agronegócio; 2- O estado atual e as perspectivas das atividades econômicas nas cidades e regiões onde se desenvolvem as atividades âncoras do Agronegócio estadual; 3- A demanda e a oferta dos fatores e elementos científicos e tecnológicos necessários ao desenvolvimento do segmento ; 4- As relações de trabalho vigentes nas cadeias produtivas do Agronegócio maranhense; e 5- As transformações sociais, políticas e culturais ocorridas a partir da implantação e do desenvolvimento do Agronegócio no estado . A sugestão está feita.