
“Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção”. A frase de Paulo Freire nos orienta em cada passo dado no Programa Maranhão Alfabetizado. Inspirado por educadores que compreendem a alfabetização como um direito inegociável e um ato de transformação, o Governo do Maranhão tem avançado com firmeza na consolidação de políticas públicas que enfrentam os desafios históricos do analfabetismo em nosso estado e na concretização das metas estabelecidas no Plano Estadual de Educação.
Ensinar a ler e a escrever nos cantos mais distantes do Maranhão, em Regime de colaboração com os municípios, é o nosso compromisso com aqueles que, por caminhos da vida, interromperam o processo de leitura e escrita na infância ou juventude. Em cada sala, em cada caderno, se costura um pedaço da cidadania e se planta esperança onde antes havia silêncio.
O Programa Maranhão Alfabetizado (PMA) é uma iniciativa do Governo do Estado, formalizada pelo Decreto n.º 39.143-A de 10 de junho de 2024, que busca promover a alfabetização de jovens, adultos e idosos, a partir dos 15 anos, sobretudo os grupos mais vulneráveis, em todo o território maranhense. A ação está integrada ao Pacto pelo Fortalecimento da Aprendizagem.
É com esse espírito que anunciamos, com entusiasmo e responsabilidade, o avanço do programa com 3.400 alfabetizandos distribuídos em 40 municípios maranhenses. São milhares de jovens, adultos e idosos que estão voltando à sala de aula pela porta da cidadania, da autonomia e do pertencimento.
Sabemos que a alfabetização de pessoas jovens, adultas e idosas exige metodologias específicas, sensibilidade e reconhecimento das trajetórias interrompidas desses sujeitos. Como nos ensina Magda Soares, referência na área de alfabetização e letramento, “alfabetizar é inserir o aluno no mundo letrado, respeitando seus saberes e experiências”. Por isso, o Maranhão Alfabetizado é mais que um programa educacional: é uma política de valorização da dignidade humana e da formação cidadã.
As turmas contam com professores alfabetizadores capacitados, coordenadores municipais e locais, além de uma rede de apoio social e institucional articulada com prefeituras, movimentos sociais e lideranças comunitárias. A alfabetização, aqui, é pensada como um processo integrado ao desenvolvimento sustentável e econômico, com impactos diretos na autoestima dos alfabetizandos e na dinâmica das comunidades.
Além do aspecto pedagógico, o programa também enfrenta as principais barreiras ao acesso à educação: a desigualdade social, as especificidades regionais presentes e a extensão territorial. O apoio pedagógico aos alfabetizadores, supera o apoio financeiro, pois estes têm autonomia para identificar os espaços adequados de ensino e respeitar os ritmos de aprendizagem de cada turma, fortalecendo o poder da educação como ferramenta de inclusão social.
Os municípios que iniciam essa nova etapa do Maranhão Alfabetizado são territórios de esperança, onde o Poder Público se faz presente com escuta, planejamento e ação concreta. E cada aula iniciada é, também, um gesto político de combate às desigualdades e de afirmação da democracia.
Somente em Codó, temos 59 turmas espalhadas por povoados, comunidades rurais e territórios quilombolas, onde a educação chega a homens e mulheres que carregam saberes ancestrais e, agora, têm a oportunidade de se apropriar também da escrita e da leitura, fortalecendo sua identidade. A expectativa para o mês de agosto é a ampliação das ações do programa para mais municípios.
Ao aprender a ler e a escrever, cada alfabetizando percebe melhor o mundo e os contextos em que está inserido e, mais ainda, tem a possibilidade de escrever novas histórias para si e para o Maranhão através da inserção e permanência na educação escolar. O Governo do Estado segue construindo, por meio da Secretaria de Educação e toda a equipe que executa o programa, um estado alfabetizado, mais justo e mais humano.