
Todo 7 de abril, data em que se celebra o Dia do Jornalista, uma frase costuma ganhar destaque em artes e homenagens nas redes sociais: “Hoje a pauta é você!”. A mensagem é simbólica, mas levanta uma reflexão necessária — será que o jornalista deve ser pauta apenas um dia no ano?
Dentro das redações, uma das premissas fundamentais do jornalismo ético e técnico estabelece que o profissional é um mediador entre o fato e o público, e não o protagonista da notícia. A informação deve sempre estar no centro, acima de quem a narra. No entanto, reconhecer esse princípio não significa invisibilizar quem está por trás da construção diária da notícia.
Valorizar o jornalista não é colocá-lo acima dos fatos, mas reconhecer a importância do seu trabalho. Afinal, são esses profissionais que diariamente destacam histórias, conquistas, desafios e trajetórias de outras pessoas — muitas vezes sem terem suas próprias histórias contadas.
Em um cenário marcado pela força das redes sociais, onde praticamente tudo pode ser compartilhado, surge uma pergunta pertinente: por que não compartilhar também os bastidores e as histórias de quem vive de contar histórias? A resposta parece clara — há, sim, interesse do público.
Esse movimento já pode ser observado na prática. O Blog Gildean Farias (@bloggildeanfarias), primeiro canal dedicado exclusivamente à cobertura do jornalismo e da imprensa maranhense, tem demonstrado que existe audiência para esse tipo de conteúdo.
Ao apostar na valorização dos profissionais da área, o projeto vem conquistando espaço relevante nas redes sociais, reunindo mais de 13 mil seguidores no Instagram e ultrapassando 4 milhões de visualizações mensais.
Ao levar ao público bastidores, curiosidades e histórias da imprensa local, o canal se consolida como um importante espaço de visibilidade para jornalistas — mostrando que o interesse vai além das notícias e alcança também quem as produz.
Mais do que uma homenagem pontual, o Dia do Jornalista pode servir como ponto de partida para uma mudança de perspectiva: jornalistas também merecem ser pauta. Não para ocupar o lugar da notícia, mas para que seu trabalho, muitas vezes invisível, seja reconhecido com a mesma relevância que eles dedicam aos outros todos os dias.