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Nostro quintal

Felipe Klamt - Coluna Aparte

Precisou os coreanos resolverem brincar de período junino fora de época, com vontade de soltar foguete em Alcântara, para atiçar a corrida eleitoral no Maranhão. Evidente que relembrando a insignificante mania de pisar no concorrente que perdeu a eleição, pura vingança que inclui os políticos aliados e a imprensa independente, sempre no rabo do bicho voador.

Período pré-eleitoral permite os melhores vexames para os pasquins baratos, hoje travestidos de blogs, com os que sonham em ser o poder afirmando que nada e ninguém muda as suas certezas de mandato na urna ou aceitam ser o próximo. Evidente, o topo ainda não será o limite, deve ter eleições em outros planetas.

Afinal, nosso quintal já serve de catapulta sideral para quem sonha ser a estrela, no caso mais uma entre as sextilhões no universo. Por aqui, atualmente, podemos contar nos dedos!

Vamos entender que já temos três aspirantes assumidos e um nem fazendo de conte ao Palácio dos Leões:


Neste filme, o mais antigo é o invocado e sem conversa, Lahesio Bonfim, respaldado pela direção nacional, estadual e pelo ex-quase-possível-quem-sabe candidato à presidência do Brasil, Romeu Zema, pelo Partido Novo. Com Bonfim, somente existe o assunto de conseguir ser o vice dele;

Na tela seguinte temos o sucessor Felipe Camarão, sem parentesco, mas o escolhido pelo ministro Flávio Dino (STF) para manter vivo o tradicional legado dinista no Maranhão, faltando germinar o apoio orgânico do PT e mostrar o fenômeno do líder que não precisa da cadeira de governador, muito menos a máquina pública para vencer a eleição em 2026;

Continuando o enredo, aparece o estreante Orleans Brandão, diariamente acusado, pelos incomodados dinistas e bomfinistas, de ser o sobrinho do governador Carlos Brandão e estar no papel de pré-candidato que deveria ser do herdeiro do Flávio Dino. Novo fato está no assumir a pré-candidatura respaldado pela direção nacional do MDB. Possivelmente será anunciado, nesta semana, para estar na direção estadual do partido! Será novamente culpa da cegonha?

Para um The End temporário enquanto o foguete está na plataforma de lançamento, aparece, melhor, nem aparece o coadjuvante prefeito de São Luís, Eduardo Braide, como quem quer ser um ator neste filme.

Deve estar esperando para ver como ficam os protagonistas, entre mortos e feridos. Detalhe, ainda não conseguiu resolver o problema da gula do marido da sua vice!

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Felipe Klamt
Felipe Klamt Colunista