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Meeiros do poder

Felipe Klamt - Coluna Aparte

Durante os anos de mudanças do poder com os Sarney para o Dino, emprestei o meu nome e sobrenome familiar ilibado e a capacidade profissional no ofício de imprensa e marketing político ao novo conquistador do Maranhão. Conhecia o jeito de ser da família Sarney, cresci vizinho deles, sempre soube e discordei do exigido formato de fidelidade em que tudo e todos deveriam concordar com o “Sim Senhor”. Sabemos que o saudoso Sálvio Dino, figura política de coração poético, compreendeu e aceitou as vontades do Sr. José Sarney até o derradeiro dia. Jamais podemos afirmar que os seus filhos concordavam com o pai, mas é de simples constatação de que o filho Flávio Dino vestiu à risca o mesmo jaquetão na determinação da obediência aos seguidores. Questão que estávamos em outros tempos do eleitor e da opinião pública na proporção analógica. Flávio chegou no Bumm da plataforma tecnológica, em que todos vivem do acesso às notícias em tempo real, concordando ou discordando.

Foram anos nas estradas e no parlamento, registrando em notas, matérias, editoriais, enquadrando a “nova oposição” em milhares de fotos e criando estratégias de discussões nos movimentos sociais e partidários, aquilo que o eleito governador chamou de “República do Maranhão”. Muitos dos participantes deste processo “revolucionário” diziam que tudo qual seria igual quando o Flávio Dino pisasse os tapetes dos Leões. Era tarde para recuar na busca de um competente gestor, o ambiente era propício, existia o fim do encantamento popular à beleza de Roseana Sarney, ser bonita não aplacou a herança dos últimos 50 anos de profunda miséria dos maranhenses, pelo menos aos que não fugiram da violência no campo. Flávio venceu, nada mudou, nem mesmo a característica do mandante que desacata e persegue. Sentimos isso na pele, jamais silenciosamente.

Todos os dias do governo de Carlos Brandão (sem partido) os finalistas da concepção do como ser um dinistas utilizam da atual função soberana do líder jurídico para constranger, sem concorrer nas urnas mostrando o fenômeno popular, querem manter o papel fundamental de vencer operando o botão de girar a máquina financeira nos porões do gato de juba. Ninguém assume a autorização de criar o pânico. Será que ainda funciona a mente do terror com tantas tendências fazendo o poder do Brasil como um meeiro sem o documento de proprietário?Todos que ousaram ser mais do que os financiadores do país na “Faria Lima” e os Comodoros da imprensa nacional não resistiram as campanhas de degradação pública, inacreditavelmente os membros do STF resolveram quebrar o refinado cristal, decretando seus lentos velórios. Lembrando que os aventureiros da toga prendem de quebradores de vidros no 8 de janeiro aos jornalistas observadores do uso indevido de carros blindados. Estamos apavorados!! Viva o picadeiro!!

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Felipe Klamt
Felipe Klamt Colunista