

Nada mais nefasto para a população do Maranhão do que a insistente tentativa de obrigatoriedade na veneração dos políticos e, principal, de ex-governantes no complexo e histórico equivoco sobre as normas das relações entre serem os eleitos e o acreditar na propriedade dos mandatos, deixando sempre no esquecimento a obrigação trabalhista e temporária, invertendo as funções do contratante e o empregado do coletivo. Nenhuma obra ou ação pública pertence aos ocupantes dos poderes, muito menos ficando o substituto com a missão de manter o espólio e, principalmente, sendo necessária multiplicar em outras regiões com a placa do criador.
Verdade que somente conseguimos identificar o constante volume de idolatria nos aficionados seguidores do grupo político de José Sarney (MDB) e de Flávio Dino (STF), os demais ficam nas prateleiras da nostalgia quando citados esporadicamente por aliados, amigos ou familiares. Ninguém precisa viver da metodologia eleitoral do passado, algo como um museu das urnas quando somente eles servem de referencial. Evidente, precisam do respeito histórico, mas sem o repetitivo Sarney, Dino ou com a maçada polarização do Lula, Bolsonaro.
Parece que a turma do Dino perdeu o “time” da estratégia, prejudicando a velocidade e o crescimento na linguagem da comunicação da pré-campanha de Felipe Camarão (PT), Sarney vive os louros de quem ainda está vivo entre nós, sem deixar de estocar o inimigo na figura do relator e ministro Flávio Dino e alguns dos “federados” do PCdoB, querendo proibir o “partidão” de alimentar o equivocado processo de sequestro do direito da Assembleia Legislativa do Maranhão poder escolher os conselheiros do Tribunal de Contas do Estado no Supremo Tribunal Federal. Neste caso, ressurgiu o filho de José, o Sarney Filho (PV).
Só para ser justo, prefeito Eduardo Braide (PSD) vive do banho-maria da atual gestão, o vice-governador Felipe Camarão (PT) mostra sua resiliência na esperança que o governador Carlos Brandão (PSB) seja retirado do poder pelo fórceps do líder Dino, Orleans Brandão (MDB) soube ficar na margem segura na sombra do Palácio dos Leões, somente nadando em águas seguras, e o Lahésio Bonfim (NOVO) alimentando a plataforma da direita sem ainda conseguir aumentar a porcentagem, mas vivo e respirando com a cabeça para fora.
Fato que neste alinhamento pouco vai funcionar ter um pedestal sem a estátua que lembre os legados. Mesmo que possam realinhar, serve como o amanhã?
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