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Saber é a chave!

Certa vez, Deus disse a um jovem homem chamado Salomão: “Pede-me o que queres que eu te dê”. Ele poderia pedir o que quisesse, vida longa, riquezas, mulheres, castelos, carros de luxo ou qualquer outro bem. Mas, espantosamente, o pedido foi um coração sábio – sabedoria. E isso garantiu todas as demais coisas necessárias para […]

Certa vez, Deus disse a um jovem homem chamado Salomão: “Pede-me o que queres que eu te dê”. Ele poderia pedir o que quisesse, vida longa, riquezas, mulheres, castelos, carros de luxo ou qualquer outro bem. Mas, espantosamente, o pedido foi um coração sábio – sabedoria. E isso garantiu todas as demais coisas necessárias para Salomão se tornar o rei mais sábio e mais rico de todos os tempos. Na verdade, nunca houve outro igual, antes e nem haverá, depois de Salomão.

Entre as muitas lições de livro de Provérbios, escrito por Salomão, há essa: “Feliz o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire conhecimento; porque é melhor a sua mercadoria do que artigos de prata, e maior o seu lucro que o ouro mais fino”, ou seja, não há nada melhor que adquirir sabedoria.

Costumo sempre dizer que, “ser sabido é bom ‘pra’ tudo!”. Bom para fazermos nossas próprias escolhas, decidir sobre carreira profissional, a opção política, até mesmo para namorar (risos). Imaginem em uma paquera, quando um dos dois manda aquela mensagem com vários erros de Português; ali mesmo a paixão termina.  Vejam o valor da sabedoria, da importância de estudar, de saber as coisas para a nossa vida.

Quando o ex-ministro da Educação, Aloísio Mercadante, esteve na inauguração da primeira Unidade Plena do Iema (Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão), em São Luís, disse uma verdade sobre o ato de estudar – quem estuda pode escolher ser o que quiser na vida, mas quem não estuda, pode ou não ser escolhido.

Durante a homenagem feita pelo governador Flávio Dino ao professor doutor Paulo Freire, a viúva Ana Maria Freire sublinhou que o educador achou a resposta para tantos analfabetos e como eles se sentiam, na origem da linguagem oral, nos primórdios, quando o homem precisou estabelecer uma comunicação através dos ruídos sonoros, ao alertar sobre os perigos, pedindo ajuda para fazer alguma coisa, com grunhidos e gritos que deram origem aos dialetos, às diversas línguas. “Esses homens perceberam que tudo ficava apenas no plano da linguagem oral e era esquecido ou deformado, foi aí que surgiu a linguagem escrita, criada em grupo, de forma coletiva, inventada por todos, portanto, é um patrimônio de todos os homens e mulheres, não somente de alguns que tiveram a oportunidade de serem alfabetizados em escolas, é um direito ontológico de todo ser. […] Falar é muito fácil, certo ou errado, mas você fala, você se comunica. Mas a comunicação escrita requer a escola”, disse Ana Maria, destacando que, assim, surgiu o método de alfabetização de Freire, uma teoria construída vislumbrando uma sociedade democrática, com oportunidades para todos.

Comungo do mesmo pensamento de Freire, pois saber o vernáculo, dominar a nossa língua é um direito de todo homem e toda mulher, que deve ser assegurado pela escola, que é o espaço democrático de disseminação desse conhecimento tão relevante. O desempenho dos estudantes da rede pública, em Língua Portuguesa, por exemplo, é dos componentes avaliados pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Portanto, buscar o conhecimento, a leitura, a escrita, o estudo, é imprescindível.

Em “A importância do ato de ler” (1982), Paulo Freire destaca que: “Há um sem-número de outras características da visão ingênua a que me estou referindo e que o tempo desta exposição não me permite analisar. Sublinhei apenas algumas das mais gritantes de suas marcas, para, em seguida, me fixar em outras, em nível da alfabetização de adultos. O caráter mágico emprestado à palavra escrita, vista ou concebida quase como uma palavra salvadora, é uma delas. O analfabeto, porque não a tem, é um ‘homem perdido’, cego, quase fora da realidade. É preciso, pois, salvá-lo e sua salvação está em, passivamente, receber a palavra – uma espécie de amuleto – que a ‘parte melhor’ do mundo lhe oferece benevolamente.”

Desde 2015, o governador Flávio Dino trabalha incessantemente para democratizar o saber, levando, pelo programa Escola Digna, jornada de alfabetização ‘Sim, eu posso’ e outras estratégias, conhecimento àqueles que, por anos, estavam na obscuridão das letras, nos mais diversos municípios maranhenses. Os indicadores educacionais já demonstram que estamos no caminho certo. E, assim, seguiremos com o mesmo ideal de Paulo Freire, qual seja, lutar por uma sociedade justa em que todos tenham os mesmos acessos e garantias.

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