BASTIDORES

Santos festeiros e a decoração junina

Viva os santos festeiros, viva o nosso São João O povo ludovicense está em festa, pois a nossa temporada maior de alegria chegou. Estamos na era junina com as bênçãos dos Santos festeiros: Santo Antônio, São João, São Pedro e São Marçal. Este ano o poder público para deixar o povo mais eufórico inovou na […]

Viva os santos festeiros, viva o nosso São João

O povo ludovicense está em festa, pois a nossa temporada maior de alegria chegou. Estamos na era junina com as bênçãos dos Santos festeiros: Santo Antônio, São João, São Pedro e São Marçal. Este ano o poder público para deixar o povo mais eufórico inovou na decoração do Centro Histórico e do arraial do IPEM com uma ornamentação criativa e bem esmerada. A cidade que tem problemas estruturais graves conseguiu dar uma repaginada na sua indumentária, moqueando-se com as cores e o clima junino de maneira surpreendente.

Sem dúvida, o cenário ficou bonito e a população que aqui mora ou que nos visita fica encantada com a decoração “Hi Thec” inspirada na tradição junina. Essa decoração faz parte do clima que a época sugere. Aliás, considerando o sucesso da mesma, aproveito para recomendar aos gestores públicos que estudem a possibilidade de adotar essa decoração no centro histórico como permanente, pois isso viraria uma das marcas da cidade. Por que não?

Até acho que as cores dessa decoração que hoje estão vivas e atraente com o tempo deva perder seu brilho, ficando em tons cepias, o que fatalmente requererá uma nova roupagem. Ai nesse momento mudem-se os personagens com outra releitura, mas sempre inspirada na cultura maranhense. Ficaria uma bela contribuição para a melhoria da  autoestima de nossa gente e daqueles apreciadores das nossas manifestações culturais, sem falar que esta atitude seria uma bela contribuição para ser potencializada pela rede criativa do turismo e turismo histórico.

Vale lembrar que essa prática de manter a decoração por um longo tempo ou permanente no âmbito das cidades, nem que seja em uma ou duas ruas, não é novidade. Já há cidades que adotam essa prática nos dias atuais e o resultado é muito bom. Lembro-me da cidade de Águeda, em Portugal, que adota os guardas chuva coloridos para enfeitar-se nas datas festivas e formam verdadeiros túneis coloridos de guardas chuvas nas suas ruas centrais, transformando, sobretudo, o período dos santos festeiros, uma atração à parte, cobrindo de lirismo o seu cenário arquitetônico de grande valor histórico e valorizando as políticas públicas de atração de turistas para conhecerem aquela cidade. Podemos repetir esta receita aqui  e com certeza seremos visto e de forma inovadora.

Isto é apenas uma dica. Quem sabe se assim procedêssemos não obtiveríamos uma enxurrada de milagres dos nossos Santos festeiros, pois como o povo devoto, esses santos devem também estar com a autoestima aguçada. Quero reforçar que minha opinião está valendo para a decoração inovadora do momento, relacionada à roupagem dos cenários onde grupos culturais e o povo devam circular para a animação da festa, portanto a programação a ser executa é outra coisa, que espero que seja tão impactante quanto o visual proporcionado pela decoração.

Afinal, as atrações que fazem o recheio dessa festança envolvem outros investimentos, que além da dedicação individual de cada grupo, de cada comunidade, de cada “padrinho”, ou mesmo de cada núcleo familiar, precisa de políticas públicas para sustentação dessa estrutura cultural que é marca do povo maranhense e nos torna diferenciando no campo de atuação da região nordestina e do nosso país. Somos a capital do Bumba Meu Boi e somos os detentores da maior diversidade de manifestações populares do Brasil.

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