Um pote sem rodilha

O Brasil de hoje virou uma esculhambação. Diretor do Detran com a carteira abarrotada de pontos de multa por excesso de velocidade. A ministra do Trabalho condenada na Justiça do Trabalho por não assinar a carteira dos empregados. Anteontem, apareceu mais uma reclamação trabalhista. Resultado: o diretor do Detran assumiu, e a ministra botou o […]

O Brasil de hoje virou uma esculhambação. Diretor do Detran com a carteira abarrotada de pontos de multa por excesso de velocidade. A ministra do Trabalho condenada na Justiça do Trabalho por não assinar a carteira dos empregados. Anteontem, apareceu mais uma reclamação trabalhista. Resultado: o diretor do Detran assumiu, e a ministra
botou o pé na parede. Promete não abrir nem para trem. O país está como um pote sem rodilha na cabeça de bêbado.

Michel Temer, que vetou, de repente, o nome do deputado Pedro Fernandes (PTB) para o Ministério do Trabalho, supostamente por pressão do ex-presidente José Sarney, agora está metido numa enrascada dos diabos para substituílo. Ontem, ele se reuniu com a deputada federal Cristiane Brasil, filha do advogado Roberto Jefferson, mandachuva no PTB, no Palácio do Planalto, para convencê-la a desistir doMinistério do Trabalho. Ela bateu o pé no chão e disse não.

De manhã, o desembargador Guilherme Couto de Castro, vice-presidente do TRF2, negou recurso da AGU, que tentava garantir a posse de Cristiane antes do anoitecer. O caso foi analisado por Couto de Castro depois que o presidente do Tribunal, desembargador André Fontes, se declarou impedido. Seu nome foi escolhido após indicação de seu pai, Roberto Jefferson, delator do mensalão e, como definiu Tereza Cruvinel, “avô do golpe que derrubou a presidente Dilma”.

Cristiane é condenada por não cumprir as leis trabalhistas de dois motoristas, a quem deve R$ 60 mil. Ela também apresentou um projeto de lei que impede o bloqueio de bens de sócios de empresas falidas para quitar débitos trabalhistas. Pelo visto, todo esse imbróglio na Esplanada não é o único. O Ministério da Indústria e Comércio Exterior também está sem titular, e Temer negocia um nome em partido que possa ajudar a aprovar a reforma da Previdência. O PTB, por exemplo,
tem 15 votos, que valem muito no aperreio do momento.

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