Os riscos que cercam o PT

O PT maranhense vive uma situação tão inusitada sobre a eleição de governador do Maranhão quanto o nacional insistindo na candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva, preso,sem qualquer expectativa de ganhar liberdade. O partido local da estrela vermelha chegará à convenção do próximo dia 28, repetindo o histórico de eleições passadas: uma parcela significativa carregada no matulão de Roseana […]

O PT maranhense vive uma situação tão inusitada sobre a eleição de governador do Maranhão quanto o nacional insistindo na candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva, preso,sem qualquer expectativa de ganhar liberdade. O partido local da estrela vermelha chegará à convenção do próximo dia 28, repetindo o histórico de eleições passadas: uma parcela significativa carregada no matulão de Roseana Sarney e a outra alinhada com Flávio Dino, desta vez avalizada pela executiva nacional, presidida por Gleisi Hoffman.

No âmbito nacional, o PT só tem um horizonte à vista: ter Lula disputando a sua 7ª eleição presidencial e manter a legenda fortalecida para não perder quadros no Congresso Nacional, governos estaduais e assembleias legislativas. Golpeado em 2016 no impeachment de Dilma Rousseff, o PT quer aproveitar o drama político de Lula para torná-lo um mito e com isso elevar o grau de apoio aos seus candidatos pelo país
afora. Aliar-se com o PDT de Ciro Gomes seria desfigurar-se perante o eleitorado. Caso ele vença a eleição, o PT entregaria de mão beijada ao PDT o seu papel de protagonista.

Já a sua “ilha” do Maranhão, o PT demonstra que, embora todas as correntes apoiem Lula, mas na busca de espaço no poder, prevalece o pragmatismo oportunista. Se, no âmbito nacional, o PT tem como principal inimigo o MDB do presidente Michel Temer,que ajudou a derrubar Dilma,no Maranhão um pedaço prefere permanecer no colo do mesmo partido,comandado pelos Sarney,na expectativa de abocanhar farelos de poder, caso Roseana alcance a meta de voltar ao Palácio dos Leões pela quinta vez, o que elevaria seu tempo a 18 anos de poder.

Parece um paradoxo, mas os dois principais candidatos a governador do Maranhão querem beber eleitoralmente na fonte que alimenta a popularidade de Lula. Mesmo preso, ele continua ampliando a distância, nas pesquisas, dos demais concorrentes ao Planalto. Porém, o PT nacional enfrenta imensas dificuldades. Como acomodar as imensas peculiaridades regionais propugnando por unidade? Para isso, o PT terá que se ajustar, misturando-se às mais complexas coligações, que acabam desfigurando-o complemente. Pior é não ter Lula
na eleição, muito menos a chance de eleger um novo poste.

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