O velho se foi

Velho 2017 se foi. Desiludido e cabisbaixo. No Brasil, foram 365 dias de confrontos políticos, jurídicos e sociais. Em meio ao burburinho, a palavra corrupção ocupou o maior espaço nos meios de comunicação. Não perdeu tempo nem nas conversas de botequins. Foi a palavra que, infelizmente, definiu o Brasil de hoje. Em pesquisa recente, a […]

Velho 2017 se foi. Desiludido e cabisbaixo. No Brasil, foram 365 dias de confrontos políticos, jurídicos e sociais. Em meio ao burburinho, a palavra corrupção ocupou o maior espaço nos meios de comunicação. Não perdeu tempo nem nas conversas de botequins. Foi a palavra que, infelizmente, definiu o Brasil de hoje. Em pesquisa recente, a palavra corrupção derrotou outras não menos negativas – vergonha, crise, tensão e mudança. Foi o ano da infusão ética. Em 2018, a população poderá tangenciar seus sentimentos nas urnas.

Repousa sobre a classe política nacional uma enorme parcela de tal frustração nacional. A mesma classe que se movimenta freneticamente rumo às urnas de outubro. E o primeiro ano completo de Michel Temer (MDB) no Palácio do Planalto não permitiu que a exaltação da corrupção significasse ventos de confiança e esperança. Pelo contrário: há um sensação de que o contra-ataque está em andamento, em prol das velhas práticas.

A agência Sputnik Brasil produziu uma reportagem de fôlego para relembrar os principais fatos da política brasileira em 2017, os quais tiveram impacto direto sobre a Operação Lava-Jato, principal frente de combate aos crimes do colarinho branco no país nos últimos três anos. Nenhum estado ficou com sua representação política incólume dos
processos produzidos na esteira da Lava-Jato. Do Maranhão, alguns entraram e alguns saíram. Outros permanecem.

Mas também a Lava-Jato sofreu um revés. Foi sacudida no dia 19 de janeiro pela queda de um jatinho em Paraty, causando a morte, dentre outros, do ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki, relator da Lava-Jato na Corte, em cuja mesa encontrava-se para ser homologado o conteúdo das dezenas de delações de executivos da Odebrecht. Mesmo com a imediata substituição, pelo ministro Edson
Fachin, a Lava-Jato chegou ao fim de 2017 meio desgastada. O presidente Michel Temer e o senador Aécio Neves foram salvos e o ex-presidente Lula acabou condenado.

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