O poder da economia nas urnas

Parece incrível, mas é dado oficial.O Maranhão mostra que está resistindo aos solavancos da crise econômica e tenta encontrar a porta de saída.Segundo levantamento do Departamento de Salário e Emprego do Ministério do Trabalho,o estado obteve,no primeiro trimestre,o segundo maior número de vagas do Nordeste, perdendo apenas para a Bahia.O Maranhão manteve o maior saldo […]

Parece incrível, mas é dado oficial.O Maranhão mostra que está resistindo aos solavancos da crise econômica e tenta encontrar a porta de saída.Segundo levantamento do Departamento de Salário e Emprego do Ministério do Trabalho,o estado obteve,no primeiro trimestre,o segundo maior número de vagas do Nordeste, perdendo apenas para a Bahia.O Maranhão manteve o maior saldo de empregos com carteira dos últimos oito anos para o mês de março, contrariando a lógica.

Mesmo com a informalidade correndo solta nas atividades econômicas em todo o país, no Maranhão foram criados 1.017 postos com carteira, um crescimento de 0,22%.Já o Nordeste teve o número inverso, perdeu 13.608 empregos formais,o que representa uma queda de 0,22%. Em março passado,foi divulgado outro dado altamente favorável,na economia maranhense.O Produto Interno Bruto cresceuem 2017 quase 10 vezes em comparação com o do Brasil,com 9,7%, segundo levantamento do setor de análises do Banco Itaú, enquanto o Brasil não passou de 1%.

São dados que contrastam com os demais estados.Obviamente,num ano eleitoral,tudo que ocorrer na área econômica tem peso considerável no cenário eleitoral.Não é de se estranhar que o governo Flávio Dino,que tem transitado com relativa desenvoltura em meio à turbulência da crise e ainda por cima como opositor do governo Michel Temer,virou alvo único de todas as forças políticas que lhe fazem
oposição, todos alinhados com o grupo Sarney.

Até as fake news se tornaram fontes de informação,com o objetivo de tumultuar o debate político e mostrar que,pelo ter um governador do PCdoB, o Maranhão estaria condenado ao fracasso.É como tentar-se incutir em mentes desinformadas que partido de esquerda é sinônimo de maledicência na gestão pública. Como se ideologia no Brasil tivesse o seu real sentido aplicado na prática.Mas o que ocorre é outra coisa.As ideologias no Brasil se cruzam, se separam, se juntam,se apegam e se destroem,sem qualquer cerimônia,à mercê das circunstâncias e do pêndulo do poder.

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