O dono da bola (ou da urna)

Como se dará a campanha presidencial de 2018 no Maranhão? Parece ser uma pergunta sem sentido, mas, na realidade, ela tem tudo a ver com o sucesso ou o fracasso dos candidatos que estão na disputa do Palácio dos Leões, ora de forma ostensiva, como Flávio Dino, ora, ainda, com pouca aderência popular, como Roberto […]

Como se dará a campanha presidencial de 2018 no Maranhão? Parece ser uma pergunta sem sentido, mas, na realidade, ela tem tudo a ver com o sucesso ou o fracasso dos candidatos que estão na disputa do Palácio dos Leões, ora de forma ostensiva, como Flávio Dino, ora, ainda, com pouca aderência popular, como Roberto Rocha e até Roseana
Sarney, o nome mais conhecido da política maranhense. Afinal, foram quatro mandatos à frente do governo, todos pela via eleitoral, até a parte que ganhou dos quatro anos de Jackson Lago, cassado pela Justiça em 2009.

Como é incerta a candidatura presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva, fica igualmente no terreno da incerteza o nome da esquerda ou centro-esquerda com potencial para substituí-lo. E esse eventual substituto ninguém saberia dizer qual a relação dele com os candidatos a governador do Maranhão. O PT e juristas consagrados em direito eleitoral sustentam que, caso o TRF-4, de Porto Alegre, mantenha
a condenação de Lula, sentenciado pelo juiz Sérgio Moro, mesmo assim ele poderia ser candidato sub judice, mediante recursos em instâncias superiores da Justiça.

Mas a disputa terá também nome do PSDB, que pode ser (ou não) Geraldo Alckmin; da Rede, com Marina Silva; do PDT, com Ciro Gomes; do DEM, com Rodrigo Maia; do MDB, com Henrique Meirelles; ou até do PTC, com Fernando Collor, que se lançou sexta-feira. São candidatos para todos os gostos e tendências. No Maranhão, a priori, a campanha
nacional pode tanto desarrumar a disputa, quanto ladrilhar a caminhada dos que souberem de adaptar. Afinal, só na hora decisiva, os candidatos a presidente e a governador saberão como se entender nos respectivos palanques. Quem não precisa entender muito é o eleitor, sempre jogado de escanteio.

Flávio Dino será Lula. Mas, na arrumação, pode se juntar a Marina ou Ciro Gomes. Não dará mais certo com Geraldo Alckmin em razão da ocupação do PSDB maranhense pelo senador Roberto Rocha, hoje, inimigo político do governador. Já o Ciro terá o palanque comunista franqueado por ser o PDT, o partido mais afinado com o PCdoB maranhense. Já a Marina Silva tem relação histórica com Eliziane Gama, provável candidata a senadora na chapa de Dino. Nesse caso, poderia sim se ombrear com o comunista sem maiores transtornos. Quanto
ao resto, não vale ficar perdendo tempo em especulações.

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