Na gangorra da insensatez

Os institutos de pesquisas precisam reorientar seus rumos e metodologias para não cair totalmente na desgraça do descrédito, longamente evidenciado em anos passados. A partir do dia 1º de janeiro, as consultas de intenção de voto só poderão ser realizadas mediante registro na Justiça Eleitoral, obedecendo rigorosos critérios, determinados para inibir os exageros, manipulações de […]

Os institutos de pesquisas precisam reorientar seus rumos e metodologias para não cair totalmente na desgraça do descrédito, longamente evidenciado em anos passados. A partir do dia 1º de janeiro, as consultas de intenção de voto só poderão ser realizadas mediante registro na Justiça Eleitoral, obedecendo rigorosos critérios, determinados para inibir os exageros, manipulações de resultados e enganação.

Dois institutos divulgaram pesquisas sexta-feira, as quais revelam, como já aconteceu anteriormente, verdadeiro disparate entre os números apurados. Em novembro, por exemplo, uma consulta do Vox Populi foi pomposamente divulgada no Hotel Luzeiros, contratada por uma agência do interior de São Paulo. Deu Flávio Dino na frente, mas dentro da faixa do empate técnico com Roseana. Já os números do Instituto Exata, colocaram Dino a quilômetros de Roseana na mesma época.

As últimas consultas deste fim de semana não foram diferentes. A Escutec, que tradicionalmente trabalha para candidatos do grupo Sarney, deu Flávio Dino com 36% na estimulada, e Roseana Sarney com 32,4%. Já no Instituto Data Ilha, o disparate é a marca dessa guerra pré-eleitoral. Flávio Dino 61,13% e Roseana 30, 21%. Nada disso pode ser comprovado, por óbvias razões.

Há também divergências profundas entre os demais candidatos a governador, sem falar na disputa do Senado. Mas merece atenção especial, ao contrário dos tempos não muito distantes, um fator implicante. As pesquisas que eram o termômetro das eleições, mesmo com seus erros e poucos acertos, hoje contam com outro medidor. As mídias digitais, mesmo com suas deformações, já balizam o sentimento popular sobre eleição e o voto. Logo, se recomenda cautela, cautela
e cautela sobre a enxurrada de pesquisas de estão saindo e ainda vão sair até a virada do ano.

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