Lembrança viva

No artigo dominical em seu jornal, o ex-senador José Sarney disse ter sido interpelado pela mulher, dona Marly, se ele lembrava- se do dia 15 de março, 33 anos após sua posse como presidente do Brasil. Sarney respondeu: “Não, não me lembrava.” No fim do texto, ele afirma que do nada caiu em suas mãos […]

No artigo dominical em seu jornal, o ex-senador José Sarney disse ter sido interpelado pela mulher, dona Marly, se ele lembrava- se do dia 15 de março, 33 anos após sua posse como presidente do Brasil. Sarney respondeu: “Não, não me lembrava.” No fim do texto, ele afirma que do nada caiu em suas mãos “a transição democrática” do regime militar “para o Brasil de liberdades”.

Sarney quase deixava passar em branco a data mais importante de sua vida política. Mas eu tenho aquele dia nitidamente na memória. Como correspondente de O Globo e repórter de Política, cobri a campanha de governador de 1982 e tornei-me amigo de Luiz Rocha. Ele me deu carona no Sêneca do governo, para Brasília. Manhã do dia 14 de março, eu, o governador e o coronel Zamith (ajudante de ordem) decolamos de São Luís, rumo ao DF.

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