Impacto devastador

Aos poucos,a crise de desabastecimento de combustível no Maranhão está sendo normalizada.Em São Luís,o primeiro comboio de caminhões -tanques carregados de combustíveis saiu do terminal do Porto do Itaqui à meia noite de sexta-feira (25),para abastecer os órgãos de segurança e setores,ônibus e ambulâncias.Logo depois,também,as bombas em geral,cujo processo transcorreu na normalidade.Ontem à tarde,por exemplo,já […]

Aos poucos,a crise de desabastecimento de combustível no Maranhão está sendo normalizada.Em São Luís,o primeiro comboio de caminhões -tanques carregados de combustíveis saiu do terminal do Porto do Itaqui à meia noite de sexta-feira (25),para abastecer os órgãos de segurança e setores,ônibus e ambulâncias.Logo depois,também,as bombas em geral,cujo processo transcorreu na normalidade.Ontem à tarde,por exemplo,já não havia mais postos sem combustível e nem fila de carros para abastecer.Foi um esforço conjugado que deu certo.

No entanto,o desabastecimento de produtos é fato,porque depende das carretas retidas nas BRs.Na parte de alimento,muitos produtos escassearam pelo excesso de compras no fim de semana e pela falta de reposição dos estoques nos supermercados e na Ceasa.Donas de casas, assustadas com o desfecho da crise,correram para encher a despensa, temendo o que ocorreu,por exemplo,no tempo do Plano Cruzado, em 1986.

Mas é fato que nenhum acontecimento da história do Brasil teve um impacto tão avassalador sobre o conjunto da sociedade e do Estado, em todas as suas dimensões, tal como este produzido pelo movimento
paredista dos caminhoneiros.Diz o sociólogo Aldo Fornazieri,professor da Escola de Sociologia e Política(FESPSP),que “nem a Independência, nem a proclamação da República,nem a Revolução de 1930,nem a Segunda Guerra,nem o golpe militar de 1964,nem o Plano Collor,nada produziu um efeito tão universal sobre todos os aspectos da vida nacional”.

Tudo ocorreu com imensa rapidez e monumental abrangência.O país foi impactado,e o governo federal e os estaduais também ficaram acuados.A produção em geral sofre como nunca ocorreu antes.Desde o simples criador de pinto até as companhias aéreas internacionais,todos
tiveram que se reprogramar,sem,no entanto,evitar prejuízos.Talvez nem uma guerra tivesse efeito tão devastador em apenas uma semana. Para quem se acostumou a ver o caminhoneiro nas mídias como uma espécie “marginal”, explorador de meninas e consumidor de drogas para se manter na estrada por longas jornadas,hoje,tem outro olhar sobre as profissionais que carregam o Brasil em seus caminhões.Sem eles, não tem nem Brasil do tamanho e da importância que é.

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