Dia da onça beber água

Esta semana é impactante para as eleições gerais de outubro no Brasil e também no Maranhão. O julgamento amanhã do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo Tribunal Regional Federal (TRF-4) levou a Porto Alegre um verdadeiro estado de guerra entre as correntes petistas, somadas às esquerdas e os grupos de direitas, que podem ir […]

Esta semana é impactante para as eleições gerais de outubro no Brasil e também no Maranhão. O julgamento amanhã do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo Tribunal Regional Federal (TRF-4) levou a Porto Alegre um verdadeiro estado de guerra entre as correntes petistas, somadas às esquerdas e os grupos de direitas, que podem ir ao confronto. Se for mantida a condenação do juiz Sérgio Moro, de nove anos de prisão para Lula, ninguém pode imaginar as consequências, principalmente, se ele chegar a ser preso.

O país está dividido e em estado de tensão. O Rio Grande do Sul mobilizou suas forças policiais para impedir manifestações nas imediações do TRF-4, enquanto o prefeito de Porto Alegre chegou a pedir apoio das Forças Armadas. Segundo o secretário de Segurança do Rio Grande do Sul, Cezar Schirmer, o perímetro do entorno do tribunal terá restrição por via “aérea, terrestre e naval”, além de atiradores de elite posicionados em locais estratégicos. Isso tudo num país em que o direito de manifestação é sagrado na Constituição. E que vive sob a égide do Estado Democrático de Direito, atualmente desmoralizado pelo próprio Poder Judiciário.

O reflexo do julgamento de Lula terá interferências diretas nas eleições de outubro no Maranhão, onde é sempre disputado nas campanhas. Condenado, ele terá dificuldade em disputar a Presidência da República, por cair na regra da Lei da Ficha Limpa. Se absolvido, o que parece improvável, Lula continuará com todo o potencial para tornar-se o próximo presidente. No Maranhão, Lula candidato estará com Flávio Dino, o que o ajudará fortemente em sua campanha de reeleição.

Já Roseana Sarney, que teve o PT em seu palanque em 2010, e,também, em 2014, na coligação de Lobão Filho (PMDB-MDB), este ano ela não o terá. Portanto, tem motivo para torcer pela condenação de Lula. Com Flávio Dino, o contrapeso político aumenta na corrida ao Palácio
dos Leões. Não foi diferente nas últimas eleições de Lula e Dilma. Ambos pesaram fortemente no resultado das urnas, dada a força popular demonstrada pelo petista perante o eleitorado maranhense. Portanto, o peso de Lula é considerável, seja qual for o resultado do julgamento.

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