Destravando o futuro

Convenção é um substantivo feminino que tem as mais variadas aplicações no vernáculo, conforme as necessidades e circunstâncias. Pode ser tanto acordo balizado entre pessoas e instituições, como também pacto ou contrato, mediante normas ou regras estabelecidas. No caso presente, as convenções vão além do que o dicionário ensina. Os principais partidos políticos vão se reunir hoje e amanhã em São […]

Convenção é um substantivo feminino que tem as mais variadas aplicações no vernáculo, conforme as necessidades e circunstâncias. Pode ser tanto acordo balizado entre pessoas e instituições, como também pacto ou contrato, mediante normas ou regras estabelecidas. No caso presente, as convenções vão além do que o dicionário ensina. Os principais partidos políticos vão se reunir hoje e amanhã em São Luís para decidir sobre candidaturas aos poderes Executivo e Legislativo.

A convenção de hoje, liderada pelo governador Flávio Dino, candidato à reeleição, reúne nada menos que 15 partidos, desde os maiores, como o PT, PCdoB e DEM, por exemplo, como também outras siglas de menor representação. Amanhã, será a vez de a ex-governadora Roseana Sarney ser oficializada candidata a um quinto mandato no Palácio dos Leões, contando com uma coligação liderada pelo seu partido, o MDB, aliado com outras cinco legendas.

As duas convenções são resultados de meses e meses de negociações, entendimentos, encontros e desencontros, num jogo complexo, cheio de artimanhas, com puxadas de tapetes e busca exaustiva para sedimentar a corrida às urnas do dia 7 de outubro. A principal eleição, sem dúvida, no Maranhão, é do governador, embora os mandatos do Legislativo são igualmente ambicionados por centenas de candidatos
filiados aos 35 partidos legalizados no Brasil. As coligações vão mostrar para o eleitor a força ou a fraqueza política de cada qual.

Assim como estas eleições gerais de 2018 são as primeiras na história do Brasil, sem financiamento empresarial de campanhas, as próximas de 2022, serão, também, as primeiras da era pós-ditadura militar, sem partidos coligados. Possivelmente, também sem tantos partidos figurativos no cardápio político posto à disposição dos eleitores. Mas o
jogo que começa hoje nas convenções já dá sinais claros de como o Poder Executivo maranhense passará por uma disputa das mais aguerridas. Motivo para isso não falta. Flávio Dino ganhando, o grupo oligárquico Sarney desaparecerá. Se Roseana Sarney vencer, a história se afigura com o longo passado de domínio da velha política sarneísta no Maranhão.

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