Crise desembesta

Janeiro já passa dos primeiros 10 dias, e o tema principal  no recesso parlamentar e judiciário não é a Lava-Jato, mas o julgamento do ex-presidente Lula no próximo dia 24, pelo Tribunal Regional Federal de Porto Alegre, e em Brasília, a nomeação da deputada Cristiane Brasil para o Ministério do Trabalho. Até ontem, ela esperava […]

Janeiro já passa dos primeiros 10 dias, e o tema principal  no recesso parlamentar e judiciário não é a Lava-Jato, mas o julgamento do ex-presidente Lula no próximo dia 24, pelo Tribunal Regional Federal de Porto Alegre, e em Brasília, a nomeação da deputada Cristiane Brasil para o Ministério do Trabalho. Até ontem, ela esperava decisão do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) para reverter a decisão que barrou a sua posse na Esplanada.

O governo Temer, que havia decidido recorrer ao STF contra o ato do TRF-2, mudou de estratégia. Advocacia- Geral da União (AGU) chegou a preparar o recurso que deveria ser apresentado ao STF para garantir a posse da nova ministra. Porém, agora a espera será pela decisão do mesmo tribunal que barrou a nomeação. O STF será a última apelação. Quanto ao julgamento do ex-presidente Lula, um manifesto em defesa de eleições livres ganha força e marca mais de 155 mil assinaturas de políticos, juristas e a adesão de quatro ex-presidentes de países sul-americanos.

A argentina Cristina Kirchner, o uruguaio José Mujica, o equatoriano Rafael Correa e o colombiano Ernesto Samper formam o quarteto presidencial em defesa da democracia e da candidatura de Lula. Já a senadora Kátia Abreu, expulsa do PMDB pelas constantes críticas ao governo Temer, resumiu, em meio à polêmica da nomeação da ministra do Trabalho que não cumpre leis trabalhistas: “A situação do Brasil hoje é de vaca não conhecer bezerro”.

E acrescentou que nada mais a assombra. “Chegamos ao fundo do poço. Não temos presidente. Temos um refém”, disparou a parlamentar no Twitter. Na contramão da crise política e institucional, o governo Temer festejou, ontem, mais uma queda no índice de inflação, que chegou ao mais baixo patamar desde 1998. Para o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, em carta ao ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, o IPCA abaixo do alvo oficial em 2017 é decorrência do choque de preço de alimentos. Será que o consumidor está achando isso quando enche o carrinho no supermercado?

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