Cenários embaralhados

Simultaneamente ao julgamento do ex-presidente Lula pelo Superior Tribunal de Justiça, onde foi mantida a condenação, saiu uma pesquisa da CNT/MDA, em que a aprovação do presidente Michel está em apenas 4,3%. Já Lula, por sua vez, lidera a disputa presidencial no primeiro e segundo turno, mas divide o eleitorado sobre sua participação nas eleições […]

Simultaneamente ao julgamento do ex-presidente Lula pelo Superior Tribunal de Justiça, onde foi mantida a condenação, saiu uma pesquisa da CNT/MDA, em que a aprovação do presidente Michel está em apenas 4,3%. Já Lula, por sua vez, lidera a disputa presidencial no primeiro e segundo turno, mas divide o eleitorado sobre sua participação nas eleições de outubro, em razão da condenação. Assim sendo, com a eventual ausência do petista, a liderança passa para o direitista Jair Bolsonaro (PSL-RJ).

O percentual de aprovação de Temer está dentro da margem de erro em relação ao levantamento anterior do instituto. Em setembro de 2017, 3,4% consideram boa ou ótima a atual gestão. Para 20,3%, o governo Temer é regular. Na última pesquisa, esse percentual era de 18%. A avaliação negativa oscilou de 75,6% para 73,3%, também dentro da margem de erro. A avaliação pessoal de Temer ficou em 10,3%. A reprovação alcançou 83,6%.

Na avaliação de 52,5%, Lula não deveria disputar as eleições presidenciais deste ano por causa da condenação em segunda instância. Outros 43,3% entendem que o ex-presidente deveria disputar mesmo condenado. O levantamento aponta a capacidade do petista na transferência de votos para um possível substituto: 54,2% não votariam em alguém indicado por ele. Outros 26,4% votariam. Já 16,4% votariam em qualquer candidato indicado por Lula. Ou seja, há 40,8% de chance
de um candidato recomendado por ele de herdar seus votos.

Lula lidera (33,4%) em todos os cenários na intenção de voto da pesquisa, tanto no primeiro, quanto no segundo turno. Jair Bolsonaro aparece consolidado na segunda colocação. No cenário sem Lula, Bolsonaro vai a 20%, Marina Silva, 12,8%, Geraldo Alckmin, 8,6%, Ciro Gomes, 8,1%. Isso mostra que a disputa presidencial está muito incerta sobre os principais concorrentes até o momento. Não há certeza nem se
Lula entrará na corrida. Ele disse ontem que, se for mantida a condenação, vai se considerar preso político.

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