As marcas do tempo

Em qualquer país do mundo, a economia e a política se entrelaçam numa simbiose permanente e de resultado eleitoral. Em ano de eleição essa interação é muito mais completa. É tempo de comparação, de análise de interpretações dos fatos presentes e passados. Assim vale comparar, por exemplo, o Lula candidato em 1989, com um discurso […]

Em qualquer país do mundo, a economia e a política se entrelaçam numa simbiose permanente e de resultado eleitoral. Em ano de eleição essa interação é muito mais completa. É tempo de comparação, de análise de interpretações dos fatos presentes e passados. Assim vale comparar, por exemplo, o Lula candidato em 1989, com um discurso totalmente à esquerda, e o Lula de 2002 quando foi eleito com a brandura e bandeira de “Lulinha paz e amor”.

Agora, os economistas do Banco Credit Suisse, que analisam os cenários com todos os pré-candidatos de 2018, comparam o Lula de 2018 com aquele de 1989. O discurso pode até ser parecido, mas a situação é completamente diferente. Lula pode ser preso e ficar fora da eleição. E quando se propõe a transportar a situação do líder petista na disputa presidencial para o que ocorre no Maranhão, não custa comparar os candidatos Flávio Dino e Roseana Sarney – são eles, afinal, que dividem a polarização até agora –, com o confronto que tiveram em 2010.

No Brasil, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, já fala como o candidato a presidente focado no emprego, simplesmente em cima dos números projetados pela economia, aliado à situação calamitosa de Lula e do PSDB nos dias atuais. Já no Maranhão, bastou-se divulgar que foi o Estado que mais cresceu no Brasil em 2017, com um PIB de 9,7%, contra 1% do Brasil, logicamente que causou calafrios e reação dura de seus opositores. Principalmente, o grupo comandado por Roseana Sarney.

Recuando no tempo… Em 2010, Roseana era governadora e Flávio Dino, deputado federal. A oposição a Roseana se dividiu nas urnas, com Jackson Lago achando que, como vítima da cassação promovida pela peemedebista, seria reconduzido ao cargo. Errou feio, pois no Maranhão a máquina do governo opera com peso imensurável em favor de quem manobra seus mecanismos. É uma realidade totalmente distante do Lula de 1989, com o Lula contra Collor. Hoje está encalacrado na Justiça, condenado e ameaçado de prisão. Roseana e Flávio Dino, por sua vez, estão em papéis opostos e situação política também. Ele é o governador e ela, apenas a ex-governadora, com um discurso de “tudo foi eu que fiz”, e Dino com o de mostrar que o Maranhão tem jeito, e o jeito é avançar e não retroagir.

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