Ano de estremecer

A Assembleia Legislativa do Maranhão, assim como o Congresso e demais casas congêneres do país, retorna amanhã às atividades parlamentares. A Alema volta com o deputado Othelino Neto na presidência, em razão da morte do pedetista Humberto Coutinho. Sofreu alteração na posição de todos os vice-presidentes, que ascenderam um degrau na posição que ocupam na […]

A Assembleia Legislativa do Maranhão, assim como o Congresso e demais casas congêneres do país, retorna amanhã às atividades parlamentares. A Alema volta com o deputado Othelino Neto na presidência, em razão da morte do pedetista Humberto Coutinho. Sofreu alteração na posição de todos os vice-presidentes, que ascenderam um degrau na posição que ocupam na mesa diretora. A retomada aos trabalhos terá sessão solene com direito a desfile de tropas da Polícia Militar diante das autoridades.

Passadas, porém, as formalidades de praxe, o cenário que se prenuncia neste ano eleitoral tem muito mais ingredientes para estremecimentos do que para calmaria. As disputas dos mandatos de presidente da República a deputado estadual já revelam os contornos do confronto inevitável durante a campanha eleitoral e o que vem depois dela. No Maranhão, o sentido da disputa democrática pelo voto já desenha uma guerra declarada entre o grupo Sarney e seu arqui-inimigo Flávio Dino.

Como o confronto de 2014 se deu entre Dino e Lobão Filho, embora apoiado integralmente pelos Sarney, no entanto, os derrotados não consideram que Roseana Sarney tenha sido a perdedora. Ela, no entanto, montou uma engenharia política para sua sucessão, que, no entanto, acabou se desmoronando. Seria Luís Fernando Silva o candidato, mas ele pulou fora antes da convenção, por não ter tido as condições necessárias. Flávio Dino, com o discurso da mudança, deu um “passeio” de urna.

Desde 2015, com a posse de Flávio Dino, o ambiente beligerante foi construído e a guerra vem sendo travada sem trégua. Já no contexto geral, o universo político de 2014 virou de cabeça para baixo no Maranhão. O grupo Sarney sofre pesada corrosão partidária em todos os níveis. Agora, no furor da campanha eleitoral, o jogo vai ficando mais duro, num terreno minado, onde qualquer pisada fora do lugar pode ser desastrosa. Na Assembleia Legislativa, a oposição vai adotar a linha de fogo pesado, num ambiente carregado de tensão e ambições de poder por todos os lados.

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