A velha política de capa nova

A campanha eleitoral do Maranhão começa no mesmo molde velho, surrado e que, definitivamente, não levou o estado a ser o que deveria. A política miúda, baixa, interesseira está operando a todo vapor, distante da grandeza de o estado mais promissor do Nordeste. Bastou sair uma pesquisa, publicada sábado pela Folha de São Paulo, mostrando […]

A campanha eleitoral do Maranhão começa no mesmo molde velho, surrado e que, definitivamente, não levou o estado a ser o que deveria. A política miúda, baixa, interesseira está operando a todo vapor, distante da grandeza de o estado mais promissor do Nordeste. Bastou sair uma pesquisa, publicada sábado pela Folha de São Paulo, mostrando que o PIB do Maranhão cresceu 9,7 em 2017,contra 1,4% do pibinho nacional, para destravar a onda de indignação, de repúdio e de tentativa de desacreditar os dados. Outro levantamento da mesma Folha mostra que o Maranhão foi o que mais aumentou investimentos, passando de R$ 874 milhões em 2016 para R$ 1,175 bilhão em 2017 (26%). Para 2018, o Governo prevê aplicar R$ 1 bilhão.

Essa onda de quanto pior melhor na campanha eleitoral permanece tão viva e matreira quanto ao longo das últimas décadas. Como o grupo Sarney, que dominou o Maranhão por meio século, hoje está fora do poder, qualquer notícia positiva relativa ao Maranhão,entra em ação a máquina trituradora de adversários,com toda a sua engrenagem  a serviço do desmanche.É assim que o grupo Sarney trata os adversários. A ambição pelo poder é desmedida e afrontosa ao princípio  democrático da alternância do poder.

O estranho é que o grupo que mandou e desmandou por tantas décadas no Maranhão, porém, não conseguiu arrancá-lo do atoleiro de mazelas sociais, enriquecimentos elícitos e abusos. A alternância só é permitida se for combinada com o chefe da oligarquia. Por isso,a campanha ainda nem começou e já descamba para baixarias contra qualquer notícia positiva. Em contrapartida, nenhuma palavra sobre a miséria que humilha a população dos rincões, com suas“escolas” de taipa com “banheiro” no mato, populações morando em casas “culturais” de palhas de babaçu e metade dos 7 milhões de maranhenses no Bolsa Família.

Os seguidores do grupo oligárquico prometem dizer ao Maranhão que “tudo” que existe no estado foi obra de Roseana em 14 anos de mandato e demais integrantes do sarneísmo. Mas esquecem que o “tudo” não representa absolutamente nada para a maioria esmagadora da população. O Piauí já deixou o Maranhão para trás em indicadores de educação e outros econômicos. Por tudo isso, a campanha de 2018 no Maranhão não é diferente no essencial da de 1965, da eleição de Sarney. As desigualdades foram até mais agravadas

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