A marcha dos lisos

Toda a bancada federal do Maranhão,assim como as dos demais estados,está metida de corpo inteiro no momento chamado “Marcha dos Prefeitos 2018”, que ocupou a capital da República desde o dia 21 e vai até amanhã.Os prefeitos são mais paparicados pelos parlamentares em ano de eleição do que pelas meninas assanhadas que montam programação à […]

Toda a bancada federal do Maranhão,assim como as dos demais estados,está metida de corpo inteiro no momento chamado “Marcha dos Prefeitos 2018”, que ocupou a capital da República desde o dia 21 e vai até amanhã.Os prefeitos são mais paparicados pelos parlamentares em ano de eleição do que pelas meninas assanhadas que montam
programação à parte,em busca de uma chance para amenizar os efeitos da crise de “forma mais humanizada”.Eles,por sua vez,rodam Brasília de pires na mão,em busca de apoio financeiro federal para seus projetos.

O evento,promovido em sua 21ª edição,organizado pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM),trata tanto de reivindicações junto aos órgãos federais, como também há uma ampla programação de debates sobre os problemas brasileiros,além da presença dos pré-candidatos a presidente da República.Confirmaram presença:Ciro Gomes,Jair Bolsonaro,Geraldo Alckmin,Afif Domingos,Henrique Meirelles,Marina Silva,e a leitura de uma carta do ex-presidente Lula,preso em Curitiba. A Marcha virou uma grande feira de negócios relacionados às cidades, gestão,tecnologia, etc.

Em 2017,por exemplo,a Marcha levou a Brasília o lema“Em defesa dos municípios” e contou com a presença de 7.648 visitantes, 43 expositores,4.321 prefeitos, além do presidente da República.No âmbito regional,os pré-candidatos a deputado e senador estão misturados, dando toda a assistência aos prefeitos,num paparico só. Eles estão esperando compensação em suas campanhas eleitorais,a partir de agosto.

É perceptível que o movimento pode até não trazer resultados concretos para os municípios,mas serve para a organização faturar e fazer um barulho ensurdecedor na capital da República.O problema é que Brasília virou o centro do debate sobre a paralisação do país,pela greve dos caminhoneiros, protestando contra a voracidade dos reajustes de combustíveis.Foi o único momento popular capaz de provocar sucessivas reuniões do núcleo decisivo do governo Temer. Coincidiu até com a desistência de Temer em disputar a eleição e passou o abacaxi ao ex-ministro da Fazenda,Henrique Meirelles.Logo ele,que se engana pensando enganar o país,falando em total recuperação econômica.

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