

Esse é o pensamento dos golpistas do dia 8 de janeiro de 2023, data em que quase tivemos a morte e enterro da democracia e das nossas instituições que sustentam – ainda! – o Estado de direito brasileiro, felizmente denominado de República Federativa do Brasil e com uma Constituição vigente e aplicada, com esmero e justiça, pelo Supremo Tribunal Federal. O recente 7 de setembro, na Paulista, foi uma demonstração concreta de que os fanáticos adeptos do bolsonarismo vassalo não têm o mínimo interesse num Brasil para brasileiros. São na verdade entreguistas, com a mentalidade retrógrada de colonizados. Negam a nossa luta histórica, cuja independência começou a se consolidar quando D. Pedro I, o príncipe regente, negou-se a voltar para Portugal, país colonizador do Brasil, e, resistindo, deixou para história a célebre frase: “Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, digam a povo que fico!” Consolidou-se esse fato histórico como o Dia do Fico, cuja ocorrência se deu em 9 de janeiro de1822, e foi um passo definitivo para a proclamação da independência do Brasil.
A tristeza desse último 7 de setembro, por ato patrocinado pelos bolsonaristas golpistas, é que constrange e avilta a nossa história republicana. Entre ter um Estado soberano, independente, livre, não colonizado, esses traidores da pátria amada, assim por eles mesmos demagogicamente denominada, optaram em ser robôs colonizados, explorados e dependentes do poder capitalista dos Estados Unidos da América do Norte, cujo governante é um Hitler dos nossos tempos, apenas sem o trejeito ridículo de levantar a mão para ser reverenciado pelos seus fanáticos seguidores.
Por que 7 de setembro: dependência ou morte? A resposta a esse questionamento não se reveste de muita simplicidade. Para uns, talvez sim; para outros, não. O que se viu na Avenida Paulista onde se encontra concentrada a grande massa dos capitalistas da nossa pátria querida e independente – até agora, ainda bem! -, envolvidos com organizações criminosas, fatos esses recém apurados pela nossa diligente Polícia Federal, que constatou o desvio e a lavagem de milhões de reais. Mas o que lá se viu? Sintetizo esse vergonhoso fato de subserviência e vassalagem transcrevendo o que se segue: “Uma bandeira como aquela que empesteou a avenida Paulista em pleno dia da pátria revela o
tamanho do desespero dos bolsonaristas diante do veredicto para os golpistas, a ser decidido nesta semana pelo Supremo Tribunal Federal. Eles estão chamando uma intervenção dos Estados Unidos para ainda evitar a condenação. Pedem que Washington aumente as sanções contra ministros do STF. Querem mais tarifas contra o Brasil. Há um tanto de suicídio político nessa afronta. Submeter-se a uma potência estrangeira, clamar por sua intervenção, no dia máximo da celebração da independência do Brasil, é uma ofensa inaceitável. Haverá um preço político a pagar. Cai em definitivo a máscara dos que proclamavam que o Brasil estava acima de todos. A presença da bandeira do tio Sam, porém, sugere muito mais. Imensa, ela foi exibida com apoio do público. Uma ação dessa não ocorre sem planejamento, organização e financiamento. Faz parte de algo maior. O ato foi a explicitação de um pedido de mais invasão da soberania brasileira. Foi a evidência de que forças estrangeiras poderosas já trabalham no espectro de uma guerra aberta em território brasileiro. Algo está em processo de preparação. Quem são os envolvidos? Trabalham a serviço dos Estados Unidos? Ou só participam dele voluntários brasileiros bem intencionados?” As respostas a essas interrogações cabe a cada um de nós. A cena grotesca e vergonhosa que se viu na Avenida Paulista foi reproduzida por uma elite econômica e uma classe média colonizadas, incapazes de defender os interesses do próprio país e dispostas a agir como linha auxiliar de uma potência estrangeira, os Estados Unidos, simbolizados no autoritarismo antidemocrático do presidente do Tio Sam, Donald Trump,
Esses criminosos bolsonaristas criaram uma encruzilhada para si próprios: ou seguirem o caminho da soberania nacional e da justiça social, na luta pela superação das desigualdades no Brasil, ou se deixarem arrastar por uma lógica de submissão e escravismo colonial que compromete o futuro do povo brasileiro. Ao que tudo indica, optaram pelo segundo caminho, uma vez que, ao estenderam na Paulista uma faixa gigantesca com a bandeira dos EUA em apoio às tarifas de 50% impostas por Donald Trump ao Brasil, que penalizam gravemente a economia brasileira, o seu compromisso, em clamarem pela intervenção dos EUA, é de vassalagem e de entreguismo ao domínio dos ianques.
Todos esses fatos tiveram imensas repercussões internacionais, com registros críticos pela mídia do mundo inteiro: “A Associated Press estimou que ‘dezenas de milhares’ de manifestantes tomaram as ruas neste 7 de setembro, apontando que a data se consolidou como demonstração anual de força política da
direita brasileira. A agência ressaltou ainda os ataques direcionados ao ministro do STF Alexandre de Moraes, relator do processo contra o ex-presidente. Na Europa, o francês Le Monde descreveu os protestos como uma ‘última resistência ou contra-ataque’ bolsonarista, enquanto o espanhol El País destacou a atuação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que classificou Moraes como ‘tirano’ e defendeu a volta de Bolsonaro em 2026.”
Depois de todos esses barbarismos bolsonaristas, em que negam a própria história, construída por figuras heroicas que lutaram pela independência do Brasil, sacrificando a sua vida, como Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, José Bonifácio de Andrada e Silva, o Patriarca da Independência, e outros grandes nomes, emergem da penumbra da ignorância histórica e da subserviência dos interesses dos mais inconfessáveis, centenas e milhares de traidores, fazendo o papel infame de Joaquim Silvério dos Reis, haja vista como ocorre com o não menos famigerado governador Tarcício de Freitas, oportunista de carteirinha assinada, como foi lá no passado um tal de Visconde de Barbacena. Portanto, cuidado com o seu Tarcísio, em 2026. Pode entregar, sem esboçar o mais reles ressentimento, a nossa pátria amada ao Trump que estiver de plantão no comando do império maligno dos EUA. De olho nessa víbora traidora. E é só.
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