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Bancários da Caixa entram em greve

Categoria tem várias pautas de reivindicação, dentre elas, o pagamento justo da participação dos lucros e resultados, a PLR, e a vacinação da categoria contra a covid.

Os recursos também poderão ser transferidos para uma conta-corrente, sem custos para o usuário. (Foto: Marcelo Camargo Jr/Agência Brasil)

Hoje, terça-feira, dia 27, bancários da Caixa em todo o Brasil paralisam as atividades por 24h. O Maranhão, por meio do Sindicatos dos Bancários (SEEB-MA) aderiu à greve nacional, que faz parte do calendário de lutas definido pela Comissão de Empregados em Defesa da Caixa 100% Pública. A mobilização para a greve dos bancários da Caixa será em frente à agência da Praça Deodoro.

A greve de advertência dos bancários da Caixa inclui várias reivindicações, dentre elas, o pagamento justo da participação dos lucros e resultados, a PLR, e a vacinação prioritária da categoria contra a Covid-19. “Além disso, tem outras pautas que é a não abertura das ações da Caixa Seguridade, que é uma subsidiária muito importante do banco, e cujas ações estão sendo colocadas à venda na bolsa de valores, então, o que acontece é que os bancários querem impedir que o governo Bolsonaro coloque essas ações à venda, porque seria um passo gradativo de abrir o capital da Caixa para que esse banco futuramente seja privatizado, o que causaria uma série de prejuízos para população e para o bancários”, disse a assessoria do SEEB-MA, Victor Saldanha.

Saldanha reforça a importância do banco para a população. “Uma vez privatizada, a Caixa deixaria de ser um banco a serviço do povo que concede empréstimos a juros baixos, financiamentos, acesso ao ensino superior, faz o pagamento de benefícios sociais, porque deixaria de ser um banco público para se igualar a um banco privado que só visa o lucro e não tem uma preocupação social com as pessoas”, disse.

Além dessa greve, está prevista outra paralisação no estado, que é uma greve sanitária, em que a categoria reivindica a inclusão nos planos de imunização municipal e estadual.

A greve sanitária que está sendo articulada pelo Sindicato, deve ser a primeira greve, com esse objetivo que se tem conhecimento no Brasil. A principal pauta do SEEB, que representa os bancários no Maranhão, é que a categoria seja incluída no público prioritário dos planos municipal e estadual de vacinação contra a Covid-19. “Isso ocorre em razão das agências bancárias serem locais com alto risco de contágio pelo coronavírus. Além disso, eles exercem atividade essencial e não pararam de trabalhar durante toda a pandemia, para que se impedisse o colapso econômico e social do pais. Para se ter uma ideia, a Caixa é responsável pelo pagamento do auxílio emergencial, e os bancários estão em contato direto com as pessoas”, disse Saldanha.

De acordo com o Sindicato, nos últimos meses 14 bancários morreram vítimas da Covid-19 no estado.  Além de ser um risco para a própria saúde, acaba sendo um risco para quem frequenta as instituições bancárias. O SEEB destaca que muito provavelmente em breve a categoria deve deflagrar a greve, caso não haja inclusão dos bancários nos planos de vacinação.

“Eles trabalham em locais fechados, sem ventilação natural, com grande aglomeração de pessoas, então, involuntariamente, os bancos acabam se tornando um vetor de transmissão. Várias outras categorias, merecidamente, conseguiram ser incluídas nos planos de imunização por determinação do governador, então os bancários também têm essa preocupação social, de serem imunizados para resguardar suas vidas e também impedir que a população seja contaminada, barrando assim o avanço do coronavírus no estado. O objetivo não é ter privilégios, mas preservar vidas”, ressaltou Saldanha.

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