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MARANHÃO

Adote um parque: Heineken adota o Quilombo de Frechal

A terceira maior cervejaria do mundo adotou a reserva extrativista onde habitantes praticam agricultura de subsistência, pecuária e pesca e extração do coco babaçu

Reprodução

AReserva Extrativista (Resex) Quilombo do Frechal, localizada no município de Mirinzal, na região da Baixada Maranhense, a 450 km de São Luís foi a primeira das seis unidades de conservação das 132 do Brasil a ser adotado no Maranhão.

Essa conta não é minha

A unidade de conservação federal que tem 9.338 hectares integra a primeira etapa do programa “Adote um Parque”, instituído em fevereiro por decreto presidencial, foi adotada pelo Grupo Heineken que assinou na última segunda-feira (5) o protocolo de intenções. A primeira empresa a adotar uma unidade de conservação na Amazônia, por meio do programa, foi o Carrefour. 

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, ao adotar um parque, o interessado se compromete, por um período de um ano, a pagar R$ 50 ou dez euros por hectare de terra. A área desses parques varia entre 2.574 e 3.865.172 hectares, permitindo diferentes níveis de investimentos. Esses recursos serão aplicados, por exemplo, em ações de combate a incêndios, desmatamentos e também em recuperação de áreas degradadas, reconstrução de cercas e pontes.

O governo federal pretende atrair recursos com o objetivo de custear a conservação dos parques nacionais. A área dessas unidades varia entre 2.574 e 3.865.172 hectares. Dessa forma, o programa teria potencial para canalizar R$ 3,2 bilhões ao ano nessas unidades de conservação. Os recursos deverão ser aplicados para o monitoramento, a proteção, prevenção e combate a incêndios florestais, prevenção e combate ao desmatamento ilegal e recuperação de áreas degradadas. 

Atualmente, as comunidades de Frechal, Rumo e Deserto vivem na reserva extrativista praticando agricultura de subsistência, pecuária e pesca (espécies como traíra, pacu, aracu, piranha, piau, piaba, etc.); além da extração do coco babaçu pelas quebradeiras de coco babaçu, utilizado para a produção de óleo e leite, suas folhas para confecção de cestos e construção de casas e a sua casca para a produção de carvão vegetal. Outras plantas também têm grande importância para a comunidade: o buriti, a juçara (ou açaí) o tucum, a bacaba. 

A criação da reserva está ligada à luta das comunidades remanescentes de quilombos pelo reconhecimento do direito às terras ocupadas tradicionalmente na região desde o século XVIII. Tem como cobertura florestal predominante a Floresta Secundária Latifoliada, onde áreas devastadas favorecem o aumento do número de palmeiras de babaçu, além da floresta ciliar ao longo dos cursos d’água.

A reserva pertence à bacia hidrográfica do Rio Uru, onde se encontram áreas de campos inundáveis, típicos da Baixada Ocidental Maranhense. Além do Quilombo do Frechal fazem parte da lista de parques maranhenses que serão adotados, as reservas da Baía do Tubarão entre os municípios de Icatu e Humberto de Campos, que tem 223.889 hectares; Arapiranga-Tromaí, que tem 186.909 hectares, localizada entre os municípios de Carutapera e Luís Domingues; Cururupu, que tem 186.057 hectares, localizada na porção ocidental do litoral do Maranhão, na região conhecida como reentrâncias maranhenses;  Itapetininga que tem 16.294 hectares, localizada no município de Bequimão, também nas reentrâncias maranhenses e Ciriaco que tem 8.107 hectares e que fica no município de Cidelândia, no sudoeste do estado, na região da bacia tocantina.

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