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No Maranhão

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TRABALHO ESCRAVO

8.119 maranhenses resgatados de trabalho escravo no país

Entre os maranhenses resgatados, 39% são analfabetos e 36% possuem ensino fundamental incompleto. Cerca de 82% das vítimas trabalhavam no setor agropecuário

Reprodução

Esta semana foi marcada pela alusão ao Dia Mundial de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, no dia 30 de julho, última quinta-feira. Os dados nacionais apontam que em seis anos, o Ministério Público do Trabalho registrou 1.496 denúncias de aliciamento e tráfico de trabalhadores, no período de 2014 ao início de julho deste ano.

O triste fato destes números é que a maioria dessas pessoas que sofrem com o trabalho análogo à escravidão são de origem do Maranhão.

Em dados gerais, 2003 a 2018, ou seja, em 15 anos, foram resgatados 45.028 trabalhadores de situações análogas à escravidão em todo território nacional.

Neste mesmo período, foram resgatados 8.119 trabalhadores nascidos no Maranhão em todo o Brasil. Entre os maranhenses resgatados, 39% são analfabetos e 36% possuem ensino fundamental incompleto. Cerca de 82% das vítimas trabalhavam no setor agropecuário, o maior polo do trabalho escravo no país.

Setores Econômicos com maranhenses resgatados:

  • 39% – criação de bovinos para corte
  • 22% fabricação de álcool
  • 16% – cultivo de arroz

Destino dos maranhenses

O Observatório Digital do Trabalho Escravo (MPT/OIT), o fluxo migratório dos resgatados nascidos no Maranhão revela que os estados de destino com maior prevalência são:

  • Pará
  • São Paulo
  • Amapá
  • Tocantins
  • Ceará
  • Minas Gerais

Números e como denunciar

Dados do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) revelam que o tráfico de pessoas movimenta mais de 30 bilhões de dólares e explora cerca de 2,5 milhões de pessoas no mundo. Segundo o Ministério da Justiça, em 2018 e 2019, 184 brasileiros foram arrancados do país devido ao tráfico de pessoas – 30 deles (16%) eram crianças e adolescentes. Os casos são subnotificados. As denúncias contra o tráfico de pessoas e o trabalho escravo devem ser feitas por meio do Disque 100 e do Ligue 180, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Casos também podem ser denunciados ao MPT, pelos sites www.mpt.mp.br ou www.prt16.mpt.mp.br (MPT-MA) e, ainda, pelo aplicativo MPT Pardal (disponível gratuitamente para Android e iOs).

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