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ETIQUETA NA QUARENTENA

4 dicas certeiras de como se comportar para evitar gafes e embaraços

Com retomada do trabalho presencial e reencontros familiares, principal demonstração de respeito ao outro é baseada nos cuidados com a saúde

O brasileiro precisou frear as demonstrações físicas de afeto desde o início da pandemia. O que podemos fazer com o "novo normal"?! Foto: Phynart Studio/Getty Images/iStockphoto

Visualize a cena: depois de quatro meses de encontros virtuais e nenhum abraço, ao voltar ao ambiente presencial de trabalho, bate aquela mistura de sentimentos. Saudade, angústia, receio diante das incertezas, entre outras sensações. Para todas elas, o abraço quase sempre é o melhor antídoto, em especial, para o brasileiro, terceiro povo mais sociável do mundo, segundo pesquisa publicada na revista da National Academy of Sciences, dos Estados Unidos, em 2018.

Mesmo caloroso e acolhedor, o brasileiro precisou frear as demonstrações físicas de afeto desde o início da pandemia do novo coronavírus, em cumprimento às normas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que aponta o distanciamento social como a arma mais poderosa, enquanto não há uma vacina, para combater o mal invisível.

Por que precisamos de contato?

A sociabilidade constitui o ser humano do início ao fim de sua vida. Relacionar-se com outras pessoas é uma necessidade constante para o bem-estar psíquico e também físico. Por sua vez, o contato físico faz parte do mecanismo usado pelos seres humanos para estabelecer relações e se comunicar. “Quando nascemos, o primeiro sentido que se desenvolve nos humanos é o tato. E aprendemos sobre o mundo através do tato”, explica a psicóloga Celiane Chagas.

Psicóloga, Celiane Chaves

Abraços, beijos e carícias não são apenas agradáveis, são também necessários. Apesar de fundamental, neste momento, o toque precisa ser evitado para controlar a propagação do coronavírus. Mas ainda assim, o corpo humano tem a necessidade do contato. “Fisiologicamente, o contato é um dos responsáveis por estimular a produção de hormônios, como a ocitocina, neurotransmissor que é um dos responsáveis pelas sensações de felicidade e alegria. Por essa razão, abraçamos, beijamos e tocamos o outro”, detalha a psicóloga.

Em especial, nesse momento de isolamento social e privação de muitas das atividades que dão prazer às pessoas, a demanda pelos hormônios de alegria e felicidade é maior do que o usual. “Essa ausência é ainda mais visível no caso de pessoas que moram sozinhas. Se antes, para socializar com outras pessoas era preciso apenas sair de casa, agora reclusa essa necessidade só aumenta. Apesar disso, a tecnologia pode ser uma aliada para manter contato com os amigos e diminuir os impactos da ausência”, revela a especialista.

Tão perto e tão distante: como lidar com a falta do contato?

O comportamento dos seres humanos precisou ser modificado e, com ele, as regras de etiqueta também. Agora, ao encontrar um amigo ou conhecido, o cumprimento precisa ser de longe. O educado aperto de mão foi substituído por cumprimentos com pés e cotovelos, o que, em alguns casos, se não for combinado, pode gerar uma situação constrangedora.

Assim como, aos poucos, os cumprimentos e saudações vão sendo adaptados, o comportamento ao sair de casa, quando necessário, precisa ser ajustado. Seguir algumas regrinhas de etiquetas se tornou ainda mais necessário. Afinal, o momento exige uma série de adaptações.

Para evitar cometer gafes ao encontrar parentes, amigos, colegas de trabalho, entre outras pessoas do seu convívio, O Imparcial consultou a especialista em etiqueta, Rafaela Albuquerque, que listou algumas dicas de ouro. Confira!

Especialista em etiqueta, Rafaela  Albuquerque

1. Encontro sem abraço

Na rua, quando encontramos algum amigo ou familiar, nossa primeira reação é abraçar a pessoa. Essa é uma ação natural, mas, com a pandemia, abraços só se for no ambiente virtual. Além de ser um cumprimento, o abraço também é uma forma de demonstrar sentimento, seja ele de saudade, amor ou simplesmente, carinho. No entanto, não se preocupe em parecer mal educado ou achar que não expressou seus reais sentimentos por não abraçar alguém. “Acho que essa é uma das partes mais difíceis para o brasileiro. Somos um dos únicos povos que usam os beijinhos com alguém que acabamos de conhecer. Em outras culturas, esse seria um cumprimento exclusivo para com quem temos muita intimidade. Beijinhos de longe e o cumprimento de cotovelo, parecem que são os artifícios que podemos usar para manter um contato controlado”, aposta Rafaela  Albuquerque.

2. Manter distância como sinal de respeito

Para algumas pessoas, a quarentena parece já ter passado e, com isso, não se preocupam mais em estar próximas de outras pessoas, o que é um erro. A OMS recomenda a distância de pelo ao menos 1,5 entre as pessoas, independente de quem esteja tossindo ou espirrando. Mas o que fazer quando o outro esquece da distância e insiste em abraçar as outras pessoas? A dica da especialista é manter a distância, tentar levar para o lado do humor e da leveza. “Você pode falar: nossa, queria tanto estar mais perto de você também, mas infelizmente temos que manter o novo protocolo, né?”. Essa pode ser uma saída para não ser deselegante e manter a sua segurança”, orienta.

3. Reuniões familiares

Apesar de ainda não ser recomendado, algumas pessoas já voltaram a visitar seus familiares em casa, afinal, ficar quatro meses sem encontrar quem se ama não é fácil. Ainda assim, alguns cuidados precisam ser tomados por quem visita e, principalmente, pelo anfitrião. Por isso, se for receber alguém em casa, que seja uma reunião de poucas pessoas. Lembre-se de higienizar bem maçanetas, torneiras, copos e banheiros.

Calçados devem ser deixados do lado de fora das residências (foto Juliany Oliveira)

Ao entrar, os visitantes precisam deixar os calçados do lado de fora e higienizar as mãos. Na hora do cumprimento, não dê a mão, nem beijinho, mantenha distância além do que você gostaria com conhecidos e deixe sempre janelas abertas para o ar circular. “Deixar no hall de entrada um cesto ou uma sapateira com uma plaquinha ‘deixe aqui o seu sapato’, deixar álcool em gel estrategicamente em lugares de fácil acesso e sempre usá-los são dicas úteis. Quando o anfitrião dá o exemplo, as visitas costumam reproduzir. Se o dono da casa não abre mão do sapato, mas não deseja que as visitas entrem em sua casa com sapatos da rua, uma alternativa é disponibilizar propés (espécies de luvas de TNT para calçados) ou chinelos higienizados, com numerações diferentes, na entrada da casa para os convidados trocarem”, sugere.

4. Uso da máscara

Ao encontrar outras pessoas, você também se pergunta se deve ou não retirar a máscara, não é mesmo? Para tirar essa dúvida, Rafaela Albuquerque tem um conselho. “De novo, vamos para o exemplo dos donos da casa – ou do negócio. São eles que dão o tom. Se estiverem usando máscara enquanto recebem a visita, não retire a sua. Se não tiverem, vale perguntar se você pode retirar a sua. Não esqueça de guardá-la na bolsa e evite que haja contato com os móveis da casa, como, por exemplo, apoiá-la na mesa. Não tenha medo de parecer rude, caso não permita que os convidados não retirem as máscaras, essa será a sua melhor demonstração de cuidado para com aqueles que vivem com você e os visitantes”, explica.

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