CORONAVÍRUS

No Maranhão

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ESTATÍSTICA

Mais de 60% dos maranhenses não obedecem ao isolamento social

A mais recente atualização do estudo contabilizou os dados desta terça-feira, 2 de junho.

Rua Grande, o maior centro comercial da capital durante a pandemia do novo coronavírus. Foto: Lucas Prazeres

O novo relatório divulgado pela plataforma Mapa Brasileiro da Covid-19, feita pela empresa de tecnologia de localização In Loco, revela que 60,1% dos maranhenses não obedece o isolamento social recomendado pelo Ministério da Saúde para prevenção de contágio do coronavírus.

A mais recente atualização do estudo contabilizou os dados desta terça-feira, 2 de junho. O Índice de Isolamento Social foi desenvolvido pela Inloco para auxiliar no combate à pandemia da COVID-19 ao acompanhar o coronavírus no Brasil. O cálculo é feito por meio de aplicativos que usam a tecnologia da empresa e detectam quando o dispositivo móvel permanece em determinada localidade. 

Os dados revelam que desde o início da pandemia, o isolamento social no estado ficou próximo ou acima de 50% em dias alternados entre os meses de março e maio, no entanto, apresentou decréscimo nos primeiros dias do mês de junho, com 39,9% dos maranhenses cumprindo o isolamento atualmente.

Ainda segundo o aplicativo, o estado teve um percentual máximo de isolamento social com 54,8% no dia 22 de março, um dia após a publicação do decreto que determinou o fechamento do comércio no estado, e dois dias depois da confirmação do primeiro caso de Covid-19 no Maranhão.

Divulgação: InLoco

Ainda de acordo com o gráfico, o Maranhão ocupa a 17º colocação no ranking. Nas extremidades da tabela se posicionam os estados do Amapá (48,5%) e Acre (44,49%) nas duas primeiras posições respectivamente; e os estados de Goiás (35,91%) e Tocantins (34,57%) ocupando as duas últimas posições da tabela.

Quanto a região Nordeste, o Maranhão ocupa a penúltima colocação juntamente com a Bahia e só fica acima do estado de Sergipe que apresentou 38% de isolamento social.

Outros dados

O Google, divulgou no último dia 29 de maio, um novo mapa apresentando os índices de mudanças de mobilidade no Brasil, desde o início da pandemia do novo coronavírus. As informações foram coletadas de forma anônima, com base no histórico de localização dos usuários.

Os relatórios são criados com conjuntos de dados agregados e anônimos de usuários que ativaram a configuração Histórico de localização, que fica desativada por padrão. Os dados foram coletados entre os dias 13 de abril e 25 de maio.

Os dados mostram que no Maranhão:

Divulgação: Google

Espaços recreativos

O tempo médio de permanência e circulação das pessoas em shoppings, restaurantes, museus, cinemas e outros espaços recreativos caiu 50%.

Transporte Público

Quanto ao uso do transporte público, o uso diminui 58%, tendo em vista a redução da frota de ônibus como uma das formas para conter o avanço do novo coronavírus;

Farmácias e mercearias

A mobilidade no item “farmácias e mercearias” apresentou um declínio de 3%. Os espaços permanecem abertos pois são considerados serviços essenciais.

Locais de trabalho

Os dados mostram ainda que houve uma queda de 29% de mobilidade nos locais de trabalho, tendo em vista que muitos trabalhadores estavam fazendo ”home office” durante esse período.

Parques/Praias

Ainda segundo os dados, a circulação em parques, praias e praças públicas teve uma diminuição de 28%, já que a visitação e esses locais públicos estava proibida, mas apresentou um leve aumento nos últimos meses de maio.

Com isso, O Maranhão registrou um aumento de 17% no tempo de permanência das pessoas em suas residências durante o período analisado.

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