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COVID-19

Autoridades pedem cautela na volta de serviços e comércio na Ilha de São Luís

Com a reabertura gradual do comércio e de serviços no Maranhão, população deve continuar seguindo as recomendações das autoridades sanitárias

Maior centro comercial na capital maranhense, Rua Grande. Foto: Divulgação

Ontem começou a vigorar a portaria publicada pela Casa Civil do estado, que marca o retorno gradual da economia, impactada pela pandemia de coronavírus.  Assim, estabelecimentos comerciais, indústrias e empresas que estiverem autorizadas a funcionar no Maranhão terão de seguir medidas sanitárias específicas e gerais para evitar a contaminação do coronavírus.

Entre as atividades em funcionamento estão clínicas médicas; dentistas; hotéis e pousadas; transporte coletivo; óticas; autoescolas; construção civil; salões de beleza; comércio de móveis e variedades para o lar; supermercados e mercados; e serviços de informática e venda de celular.

Também podem funcionar delivery e drive-thru de restaurante, bar e lanchonete; imobiliárias e escritórios; pequenas empresas exclusivamente familiares; postos de combustível e entrega e retirada de lavanderia; lojas de tecido, oficinas e loja de material de construção; bancos e coleta de lixo.Se por um lado o retorno gradual das atividades é cercada de cuidados e medidas para evitar a propagação da Covid-19, por outro lado, desde que encerrou o período de lockdown na Ilha a população da capital parece estar vivendo na normalidade.

O lockdown vigorou, por decisão judicial proferida pelo juiz Douglas de Melo Martins, pela Vara de Interesses Difusos e Coletivos, a pedido do Ministério Público do Maranhão, por 13 dias. De acordo com o Governo do Estado, a taxa de contágio de coronavírus na Ilha apresentou queda após as medidas de isolamento social e do lockdown., adotado na região durante 13 dias. Alguns números indicam a redução na velocidade de contágio do vírus. De acordo com a SES, nos primeiros 30 dias da pandemia na Ilha, houve em média a duplicação de novos casos a cada cinco dias. A partir do lockdown, a duplicação se deu com uma diferença maior que dez dias.

Estudos nacionais e internacionais mostram que o isolamento é a principal arma para conter a pandemia de Covid-19. Mas desde o fim do lockdown, registros na orla da capital tem mostrado uma população bem à vontade com a pandemia. O pedido de ficar em casa parece não estar mais surtindo muito efeito. Uma pesquisa feita no país mostrou que o Maranhão ocupava o segundo lugar pior índice de cumprimento das medidas isolamento e distanciamento. 

O lockdown foi necessário

Quando o lockdown foi decretado, no dia 5 de maio, os hospitais públicos e privados estavam no limite, e São Luís chegou a registrar 14 mortes em um único dia. “Além disso, nós tínhamos naquele momento um crescimento, que  cada 5 dias duplicava o número de casos e mortes também na região metropolitana, ou seja o crescimento da pandemia era gigantesco naquele momento.

A contaminação portanto era muito grande o número de mortos muito grande, então era muito importante o isolamento social para conter o crescimento, conter o avanço da pandemia”, disse o juiz Douglas  de Melo Martins.  O resultado, foi que o número de óbitos que chegou a ser de 17 em único dia, caiu para 2, uma redução significativa.

“Uma redução muito grande e isso é a prova de que o isolamento social mais forte era adequado, e  é uma prova de que isso foi importante para salvar a vida de muitas pessoas. Se não tivesse ocorrido naquele momento a rede de saúde poderia ter entrado em colapso. E com isso deu tempo de montar o hospital de campanha. Enfim, avançou bastante e de alguma maneira as pessoas acabaram cumprido de forma mais rigorosa”, alertou o juiz.

Para a médica infectologista, Maria dos Remédios Branco, a preocupação é com a estrutura do estado para atender a demanda que pode vir a surgir se continuarem as aglomerações. “O sistema de saúde não tem condição de se preparar para atender tanta gente ao mesmo tempo mesmo com o Governo do Estado se preparando para isso, com hospitais de campanha, mas não dá conta. A velocidade de contágio é muito maior do que a saúde tem condições de se estruturar. As pessoas precisam compreender isso para respeitar o distanciamento social e a quarentena, porque essa é a medida estudada e provada que tem feito”.

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