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TRANSPORTE ALTERNATIVO

“Carrinhos” chegam à área nobre da capital maranhense

Os “Carrinhos” passaram a circular em uma das consideradas áreas nobres de São Luís: a região da Ponta d’Areia

Reprodução

Seja para chegar mais rápido ou para ter mais conforto ao se deslocar pela cidade, o transporte alternativo, conhecido como “carrinho”, já faz parte da rotina dos ludovicenses há anos. Em São Luís, um dos percursos mais comuns é do Centro para a área Itaqui-Bacanga. Mas, observando a demanda de um local promissor, há cerca de quatro anos, os motoristas dos “carrinhos” passaram a circular em uma das consideradas áreas nobres de São Luís: a região da Ponta d’Areia.

Quem precisa se deslocar por meio de transportes públicos todos os dias do Centro para a Ponta d’Areia, e vice-versa, conta apenas com três linhas de ônibus atualmente: Calhau/Litorânea, Ponta d’Areia e Terminal Cohama/Praia Grande.

Para alguns, especialmente os que moram muito distante, nenhuma dessas linhas é uma boa opção. É o caso de Flávia Rodrigues, que mora em São José de Ribamar e trabalha como assistente administrativa em um edifício comercial na Ponta d’Areia. “Eu pego carrinho porque é mais rápido e mais cômodo. Na vinda pro trabalho eu pego diariamente. Na volta para casa, eu pego carrinho esporadicamente, porque no horário da volta nem sempre eles fazem o percurso que eu desejo e quando fazem ainda preciso completar o percurso de van”, conta ela.

Apesar de ser uma alternativa de transporte bastante atrativa, existem alguns “contras” para os usuários que optam por esse meio, como por exemplo o custo, já que o pagamento só pode ser feito ao motorista em dinheiro.

A recepcionista Adriana Ribeiro prefere pegar carrinho na ida ao trabalho, já que mora na Vila Palmeira e precisa estar na Ponta d’Areia às 7h todos os dias, mas nem sempre é possível. “Quando eu não tenho o dinheiro pra pegar o carrinho tenho que sair bem mais cedo pegar o ônibus e conseguir chegar a tempo”, explica Adriana.

Outro problema dos carrinhos é que eles não são regularizados como meio de transporte, logo, não existem direitos trabalhistas para os motoristas e nem segurança para os passageiros. “Eu não pego carrinho com todo mundo, só com os motoristas de sempre, que eu já conheço. Também deixo pra pegar sempre junto com outros passageiros, nunca entro no carro pra ficar só eu e o motorista”, revela Flávia Rodrigues.

Para o motorista de carrinho Fernando Santos, que todos os dias faz o percurso Itaqui-Bacanga/Ponta d’Areia no início da manhã e Ponta d’Areia/Itaqui-Bacanga no final da tarde, com o tempo os passageiros se familiarizam com os motoristas e ganham confiança. “Geralmente são as mesmas pessoas que sabem que a gente faz sempre esse mesmo trajeto. Quando vê a gente passando pela parada eles se aproximam porque já reconhecem”, explica o motorista.

Fernando explica que apesar de trabalhar há dois anos como motorista de carrinho, essa é apenas uma forma de complementar a renda. “Ficar só com o dinheiro do carrinho não dá. Quando eu tava desempregado eu fazia direto, mas, mesmo agora estando empregado, eu continuo fazendo as corridas nos meus horários vagos. Eu faço onde vejo que a demanda de passageiros é melhor, não quer dizer que todo motorista de carrinho trabalha assim, alguns preferem fazer as corridas perto de onde moram. Eu, apesar de morar no João Paulo, percebi que a Ponta d’Areia tem um movimento muito bom de passageiros em certos horários”, disse ele.

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