Pesquisa

Maranhão tem meio milhão de desempregados por falta de experiência ou qualificação

Dado do IBGE referente ao primeiro trimestre de 2019 representa 8,25% da população de todo o estado e o jovem é um dos públicos mais atingidos

Foto: Divulgação

A falta de experiência é hoje uma das maiores barreiras para o jovem maranhense conquistar uma oportunidade no mercado de trabalho. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) calculou 561 mil desalentados de 14 anos ou mais no Maranhão no primeiro trimestre de 2019. Os desalentados são os profissionais sem trabalho adequado, sem experiência ou qualificação, considerados muito jovens ou idosos ou sem emprego próximo do local em que residem. O número representa 8,25% de toda a população do estado, que hoje tem cerca de 6,8 milhões de pessoas.

“O jovem encontra na profissionalização um caminho para aumentar suas chances de iniciar sua vida profissional”, afirma Francisco Campos, consultor de carreira do CPS (Cedaspy Professional School) em São Luís. Para Campos, os dados fornecidos pelo IBGE ratificam a carência de qualificação profissional existente hoje no estado. “Há um número alarmante de jovens que concluem o ensino médio sem estar preparado para o mercado de trabalho”, afirma o consultor. “Percebemos uma busca deste público pelo aperfeiçoamento, principalmente pela falta de características básicas para iniciar uma carreira, como atitude responsável, boa comunicação, comprometimento e colaboração”, completa Campos.

A estudante maranhense Amanda Frasão Teixeira, de 18 anos, sentiu necessidade de se qualificar para conquistar a tão sonhada vaga. “Conheço pessoas com dificuldade em conseguir emprego por falta de conhecimento e experiência. Agora, investindo na minha preparação, me sinto cada vez mais segura para buscar emprego no segmento que desejo atuar”, aponta Amanda, que planeja seguir a área de TI. 

O perfil do jovem trabalhador maranhense que busca qualificação também justifica outro dado apontado pela PNAD. A pesquisa indicou que o Maranhão, no primeiro trimestre de 2019, registrou 74,7% de empregados do setor privado com carteira de trabalho assinada, contra 75,5% no mesmo trimestre do ano anterior.

É neste cenário que o estudante Alênio Vinícius de Carvalho Lemos, de 19 anos, espera entrar. “Tenho uma longa carreira pela frente e somente capacitado vou seguir atuando no mercado. A profissionalização é uma ótima ocasião para crescer e eu agarrei com unhas e dentes essa chance”, conta. Lemos já perdeu oportunidades por falta de qualificação e hoje estuda para ser programador.

A solução para amenizar essa realidade mostrada pelo IBGE, segundo Francisco Campos, é um olhar especial da família e da própria sociedade para o jovem. “Também são necessários mais investimentos do poder público em educação”, conclui o consultor de carreira do CPS. 

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