CIDADES

Médicos ameaçam fazer paralisação próxima terça-feira, 4

Categoria decidiu fazer paralisação no próximo dia 4 (terça-feira) para reivindicar a regularização dos salários, que, segundo o CRM-MA, estão atrasados há três meses

Reprodução

O Conselho Regional de Medicina do Maranhão aguarda um posicionamento do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde, mas já marcou para o dia 4 de dezembro (terça-feira) uma paralisação dos médicos em todo o estado. Pelo menos mil profissionais devem suspender as atividades (deixando somente o atendimento emergencial) em protesto contra a falta de pagamento de salários que, segundo o órgão, está irregular já há algum tempo.

“Os médicos não receberam outubro e alguns, nem o mês de setembro. Os médicos já toleraram até demais. Tem médico que recebeu agosto há pouco tempo e a grande maioria não recebeu setembro, nem outubro, e já vai vencer o mês de novembro. O médico também tem contas a pagar como todo mundo. Fica insustentável e o Conselho está preocupado”, disse o presidente do CRM-MA, Abdon Murad. De acordo com o presidente, a comunicação oficial ao governo iria ser feita ontem mesmo, e que em conversa com o secretário de Saúde, Carlos Lula. o mesmo afirmou que até o dia 30 iria fazer o pagamento. Abdon lembrou ainda que no início deste mês aconteceu uma reunião entre representantes da Secretaria Estadual de Saúde (SES) e do CRM-MA, e outras entidades de defesa confirmando o atraso nos salários dos médicos de São Luís e do interior do Maranhão.

Entramos em contato com a assessoria de comunicação do governo para saber o porquê do atraso e quando será regularizada a situação, mas até o momento do fechamento da matéria não obtivemos resposta.

Portaria

Os profissionais da saúde aumentaram seu descontentamento com a
questão salarial desde que foi publicada a portaria SES nº 1.044/2018, em 30 de outubro, que estabeleceu teto financeiro para prestação dos serviços assistenciais, por plantão de 24 horas, da rede estadual de saúde para algumas especialidades. Na época da publicação, o Secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula, comentou que a portaria não fazia qualquer menção que pudesse ser entendida como corte no valor dos plantões médicos.

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