CIDADES

Casos de dengue diminuem em todo o estado do Maranhão

Em 2017, de acordo com o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, o Maranhão contabilizou 6.873 casos; em 2018, 1.963 até 27 de outubro. Casos graves são 6 no estado

Dengue fever vector, mosquito biting hand.

Com o slogan O perigo é para todos. O combate também. Faça sua parte. Com ações simples podemos combater o mosquito, o Ministério da Saúde está mobilizando toda a população sobre a importância de intensificar, neste período que antecede o verão, as ações de prevenção contra o mosquito, que transmite dengue, zika e
chikungunya. A campanha ressalta que a união de todos, governo e população é a melhor forma de derrotar o mosquito, e que a vigilância deve ser constante.

Os dados nacionais apontam redução nas três doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, entre janeiro a outubro de 2018, em comparação com o mesmo período de 2017, porém, alguns estados apresentam aumento expressivo de casos de dengue, Zika ou chikungunya. Por isso, é necessário intensificar agora as ações de eliminação do foco do mosquito para evitar surtos e epidemias das três doenças no verão.

No Maranhão, segundo o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, foram 6.873 casos prováveis. Em 2018, 1963 casos, ocupando o estado, o 4º lugar no Nordeste. Dos casos confirmados em 2017 foram 37, sendo 13 considerados dengue grave; em 2018,
até agora foram 29 casos, 6 graves. Em 2017 houve 4 óbitos. Em 2018, 2.

No levantamento feito pela Secretaria Municipal de Saúde (Semus), entre os meses de janeiro e setembro deste ano, foram notificados 481 casos de dengue em São Luís. No mesmo período do ano passado o município registrou 1.220 casos da doença. Sobre os casos de chikungunya foram 109 casos contra 348 notificações verificados no mesmo espaço de tempo do ano anterior. Já o número de notificações de pessoas com zika caiu de 277 notificações para 87 casos da doença na capital.

Os meses de novembro a maio são considerados o período epidêmico para as doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti, por que o calor e as chuvas são condições ideais para a proliferação do mosquito. “É o momento em que todos – União, estado e municípios, e a população em geral – devem ter maior atenção e intensificar os esforços para não deixar a larva do mosquito nascer. No caso da população, além dos cuidados, como não deixar água parada nos vasos de plantas, é possível verificar melhor as residências, apoiando o trabalho dos agentes de endemias”, explica o coordenador do Programa Nacional de Controle da Dengue do Ministério da Saúde, Divino Martins.

Além do lançamento da campanha, está prevista ainda, para o final de novembro, a Semana de Mobilização Integrada para o Combate ao Aedes aegypti.

No total, 210 mil unidades públicas e privadas de todo o país estão sendo mobilizadas.

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