METEOROLOGIA

Alerta de chuva forte no Maranhão

Após rápida chuva que caiu na capital, na manhã de ontem, houve colisões de veículos e semáforos desligados que deixaram o trânsito lento em algumas avenidas da cidade

Foto: Reprodução

Foi uma chu­va rá­pi­da, a que caiu nas pri­mei­ras ho­ras de ter­ça-fei­ra, mas o su­fi­ci­en­te pa­ra dei­xar o trân­si­to de São Luís pa­ra­do em vá­ri­as par­tes da ci­da­de. Co­li­sões sem gra­vi­da­des e apa­gões em al­guns semá­fo­ros con­tri­buí­ram pa­ra gran­des con­ges­ti­o­na­men­tos em algumas ave­ni­das da ci­da­de.

Fo­ram três co­li­sões em um cur­to es­pa­ço de tem­po. Na  Ave­ni­da dos Fran­ce­ses, nas pro­xi­mi­da­des do Ter­mi­nal Ro­do­viá­rio, um ôni­bus co­li­diu com um ca­mi­nhone­te. Na Ave­ni­da Gua­ja­ja­ras, um ca­mi­nhão e um veí­cu­lo Lo­gan se en­vol­ve­ram em aci­den­te e na Ave­ni­da Senador Vi­to­ri­no Frei­re uma mo­to­ci­cle­ta co­li­diu com um ôni­bus. Em am­bos os lo­cais, o trân­si­to fi­cou pa­ra­do. Os aci­den­tes fo­ram ape­nas da­nos ma­te­ri­ais. Ain­da pe­la ma­nhã, al­guns se­má­fo­ros apresen­ta­ram de­fei­tos em al­guns pon­tos da ci­da­de, co­mo na re­gião do Re­nas­cen­ça, mas o trá­fe­go foi lo­go con­tro­la­do por agen­tes de trân­si­to.

Se­gun­do in­for­ma­ções do Cli­ma­tem­po há um aler­ta de  chu­va for­te nos estados do Ma­ra­nhão, Mi­nas Ge­rais, Es­pí­ri­to San­to, To­can­tins, Bahia e Pi­auí até o fim da noi­te des­ta quar­ta-fei­ra, 17. “To­das es­tas re­giões fi­cam su­jei­tas a chu­va for­te e vo­lu­mo­sa, com mui­tos rai­os e ra­ja­das de ven­to en­tre 60 km/h e 80 km/h. Há ris­co de ala­ga­men­to nas ci­da­des”, apon­ta o aler­ta.

Ain­da se­gun­do o ór­gão, a  cir­cu­la­ção dos ven­tos em vá­ri­os ní­veis da at­mos­fe­ra vai es­ti­mu­lar a for­ma­ção de nu­vens mui­to car­re­ga­das  sobre o sul do Ma­ra­nhão. Pe­lo me­nos es­ta se­ma­na, os di­as ensolados e se­cos da­rão lu­gar a mui­tas nu­vens e pan­ca­das de chu­va, que po­dem ser for­tes em al­guns lo­cais. Em­bo­ra o Ma­ra­nhão es­te­ja no pe­río­do se­co, que per­du­ra até me­a­dos de de­zem­bro, a mu­dan­ça no tem­po co­me­çou a ser sen­ti­da no úl­ti­mo do­min­go, com as pancadas de chu­va ve­ri­fi­ca­das  na ca­pi­tal e no sul do Ma­ra­nhão.

O que pre­do­mi­na nes­sa épo­ca é a mas­sa de ar quen­te e se­ca atu­an­te em gran­de par­te do Bra­sil. No Nor­des­te, até o fim des­ta se­ma­na, há pre­vi­são de chu­va for­te e de mui­tas pan­ca­das de chu­va pe­lo cen­tro, oes­te e nor­te da Bahia, cen­tro-sul do Ma­ra­nhão e do Pi­auí.

De acor­do com o Nú­cleo Ge­o­am­bi­en­tal, exis­tem vá­ri­os nú­cle­os de nu­vens car­re­ga­das no Ma­ra­nhão, es­pe­ci­al­men­te no Sul do es­ta­do.  A pre­vi­são pa­ra os pró­xi­mos me­ses in­di­ca au­men­to da tem­pe­ra­tu­ra da su­per­fí­cie do mar so­bre o Pa­cí­fi­co Equa­to­ri­al ha­ven­do a pre­vi­são de ocor­rên­cia do fenô­me­no El Niño, em­bo­ra ain­da não se­ja pos­sí­vel esti­mar a in­ten­si­da­de. O  El Niño-Os­ci­la­ção Sul (ENOS) é caracteriza­do por ano­ma­li­as, po­si­ti­vas (El Niño) ou ne­ga­ti­vas (La Niña), de tem­pe­ra­tu­ra da su­per­fí­cie do mar (TSM) so­bre o Pa­cí­fi­co Equa­to­ri­al, que de­vem fi­car mais quen­tes que a nor­mal até o fi­nal do ano.

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