EDUCAÇÃO

Maranhão tem a melhor média da história no Ideb

O Ideb 2017 no ensino médio da rede estadual cresceu, mas não atingiu a meta. Notas de proficiência em Língua Portuguesa e Matemática também aumentaram

Reprodução

A primeira semana de setembro começou com a notícia de que o Maranhão atingiu, em 2017, a média de 3,4 no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) para o ensino médio na rede pública, a maior desde a criação do indicador, em 2005. Mas mesmo que a ponta do gráfico tenha ascendido de forma positivo, ainda não se atingiu a meta estabelecida para o estado, que era de 3,7.

Para quem não sabe, o Ideb é o principal indicador da qualidade da educação básica no Brasil. O MEC calcula a relação entre rendimento informado pelo Censo Escolar (taxas de aprovação, reprovação e abandono) e o desempenho em Língua Portuguesa e Matemática, obtido na Prova Brasil, do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb). A medição tem uma escala que vai de 0 a 10, sendo que a meta para o Brasil é alcançar a média 6.0 até 2021. O índice é aferido sempre nos anos ímpares e divulgado nos anos pares.

No Nordeste, o Maranhão também galgou algumas posições no ranking, deixando para trás o 5º lugar de 2013, chegando ao em 2017. O Estado fica atrás de Pernambuco (4,0) e Ceará (3,8). No ranking nacional, saltou do 21º lugar em 2013 (2,8), para 13º posição em 2017 (3,4).

O Estado também registrou crescimento tanto no rendimento escolar quanto nas notas de proficiência em Língua Portuguesa e Matemática, obtidas na Prova Brasil.

SALA DE AULA

Para quem está à frente das salas de aula, os indicadores trazem esperança para a educação maranhense, que, embora tenha melhorado, ainda não atingiu os níveis de excelência tão sonhado.

De acordo com uma professora da rede estadual há seis anos, que prefere não se identificar, os investimentos de fato aumentaram nos últimos anos e, estruturalmente, as unidades escolares estão sendo melhoradas. “Mas ainda sinto falta de mais investimentos na formação dos professores, assim como da existência de psicólogos nas escolas, porque temos muitos alunos com problemas pessoais que se refletem na sala de aula e nós não sabemos como lidar com essas situações”, lamenta.

A educadora também acredita que falta mais atenção por parte dos pais dos alunos, que, por serem do ensino médio, pode gerar a falsa sensação de serem independentes. “Um exemplo que posso dar é o da média escola que baixou de 7 para 6 e isso tem deixado os alunos mais ‘relaxados’, porque acreditam que está mais fácil. Como não existe esse acompanhamento dos pais, fica mais difícil cobrar desses alunos”, pontua a professora.

De acordo com os indicadores, a cada 100 alunos, 14 não foram aprovados em 2017.

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