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Festa de Santo Antônio: uma festa aos pobres

Centenas de fiéis apareceram a igreja de Santo Antônio no centro para renovar as graças e agradecer as bençãos de uma dos santos mais famosos do período junino

As lágrimas que descem dos olhos de Raimundo Alves são de agradecimento. “Eu venho para agradecer a minha vida”, responde o peregrino de Rosário. Cadeirante, ele explica que que quase morreu durante uma viagem. “Eu contrai malária, a diabetes atacou e perdi a perna. Foi Santo Antônio que me salvou”, lembra Raimundo.

Assim como ele, centenas de pessoas comparecem a cada minuto na Igreja de Santo Antônio nesta quarta, 13. Aos poucos, o local fica pequeno para a quantidade de pessoas. Mesmo com o calor insuportável, cada centímetro é disputado pelos fiéis.

Nas mãos, cada um segura uma sacola abarrotada de pães, que para o Reitor do Seminário de Santo Antônio, Pe. Clemilton Moraes, representa maior do legado do santo famoso pela caridade. “Precisamos tomar consciência que a vida humana é temporal. E por isso precisa ser qualificada. Com essa mensagem, Santo Antônio nos ensina a partilhar com aqueles que menos possuem”, afirma o reitor.

Santo Casamenteiro?

“Para que eu quero marido, meu filho?”, brinca Marina da Silva. A senhora, com 84 anos, comparece todos os anos ao festejo de Santo Antônio para pegar os pães doados durante as celebrações. Para dona Marina, a idade só permite que ela peça ao santo mais saúde para completar a longa vida. “Eu quero viver a minha vida, para fazer o que eu quero ir para onde eu quero”, disse Marina.

Com sobrenome de Jesus, Mariana comparece há quase 80 anos nos festejos de Santo Antônio. “Quando era criança eu vinha para cá frequentar a festa”, lembra. Segundo a fiel, ela não perdia um festejo. Até nos domingos, ela descia as ruas do centro em direção a igreja para orar. Para Mariana, a ligação com o santo é muito forte. “Eu tenho até um santo que ganhei aqui em casa”, conta.

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