GREVE DOS CAMINHONEIROS

Paralisação pode afetar tratamento de água; entenda

O tratamento de água necessita de insumos como sulfato de alumínio e cloro. O fornecedor mais próximo fica em Teresina

André dos Santos Paula, diretor Operação, Manutenção e Atendimento ao cliente da CAEMA

A paralisação dos caminhoneiros tem atingido o cotidiano da população e, no Maranhão, não tem sido diferente. Além de afetar o abastecimento de alimentos, combustível e o transporte público, os bloqueios nas rodovias também pode afetar o abastecimento de água tratada na capital maranhense.

É trabalhando com essa eventual possibilidade, que a Caema age para evitar que a população fique desabastecida. A reportagem de O Imparcial conversou com o diretor de Operação, Manutenção e Atendimento ao cliente da CAEMA, André dos Santos Paula para saber as tratativas da companhia.

“No nosso caso, o tratamento de água é feito em vários sistemas, não só aqui em São Luís, mas principalmente aqui na capital. Tratamos a água do Rio Itapecuru e utilizamos diversos insumos, principalmente o sulfato de alumínio”, explicou André dos Santos Paula.

O fornecedor de sulfato de alumínio mais próximo do Maranhão é o Grupo BAUMINAS, que está localizado em Teresina-PI. Porém, por conta da manifestação dos caminhoneiros, a empresa teme não conseguir entregar o produto na capital maranhense.

Diante do problema, a CAEMA mantém contato permanente com o Grupo BAUMINAS e a Polícia Rodoviária Federal para garantir o translado dos insumos com segurança. “Estamos em conversa com nosso fornecedor e a Polícia Rodoviária Federal se mostrou solícita para ajudar no transporte do material. Existe, também, uma determinação do governador Flávio Dino para garantir o transporte nas rodovias estaduais com o apoio da Polícia Militar”, garantiu Paula.

Autonomia

Em São Luís, o ponto mais crítico no estoque de insumos é o sistema ITALUÍS, que tem autonomia de tratamento até sábado, 26 de maio. O sistema Sacavém não preocupa, por hora, a companhia. Em Imperatriz há produtos suficientes para garantir o tratamento da água até próxima semana. Mas, segundo o diretor, acabar os insumos é uma possibilidade remota pois as tratativas estão avançadas.

“Nós esperamos que logo o nosso fornecedor concorde com essas garantias que o próprio governo está dando em relação a segurança desse transporte. Se for necessário até uma medida judicial para garantir o abastecimento”, explicou o diretor e, adiantou, que as negociações estão avançadas.

Consumo consciente

A população também pode ajudar para que a CAEMA, se necessário, não adote medidas emergenciais. O diretor da CAEMA, André dos Santos Paula, frisou que o consumo consciente deve ser um hábito constante do consumidor, não só em momentos críticos como esse.

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