IBGE

418 mil pessoas estão desempregadas no Maranhão

Os dados mostram que houve um aumento de 59 mil pessoas desempregadas no Maranhão entre o 4º trimestre de 2017 e o 1º trimestre de 2018.

Reprodução

Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada na última quinta-feira, 18, em São Luís, 418 mil pessoas estão desempregadas em todo o estado.

Os dados mostram que houve um aumento de 59 mil pessoas desempregadas no Maranhão entre o 4º trimestre de 2017 e o 1º trimestre de 2018. Na capital, a pesquisa aponta que São Luís tem hoje a maior taxa de desocupação entre as 27 capitais brasileiras, 19,4%, o que corresponde a 104 mil pessoas desempregadas.

Dentre todas as unidades da federação, o Maranhão apresenta a 6ª maior taxa de desocupação. A maior taxa ficou com o estado do Amapá, com 21,5%. A segunda foi a Bahia, com 17,9%, seguida de Pernambuco (17,7%), e a quarta maior taxa em Alagoas (17,7%). Já em Santa Catarina, foi o estado que apresentou a menor taxa de desemprego, chegando a 6,1% neste 1º semestre de 2018. Em segundo está Mato Grosso do Sul (8,4%), seguido do Rio Grande do Sul (8,5%) e Mato Grosso (9,3%).

“A Pnad é uma pesquisa que a partir de 2014 começou a trazer informações trimestralmente do mercado de trabalho. Esta é uma série que começou em 2012, e esses dados começaram a vir à tona a partir de 2014. É um painel extremamente vasto sobre o mercado de trabalho aqui no Brasil”, explica o tecnologista de informações do IBGE, José Reinaldo.

A taxa de desocupação do primeiro trimestre de 2018 no Brasil, divulgada em abril, foi de 13,1%. Em relação ao 4º trimestre de 2017, a taxa de desocupação subiu em todas as regiões: Norte (de 11,3% para 12,7%), Nordeste (de 13,8% para 15,9%, as maiores entre as cinco regiões), Sudeste (de 12,6% para 13,8%), Sul (de 7,7% para 8,4%) e Centro-Oeste (de 9,4% para 10,5%). Na comparação anual, a taxa recuou em todas as regiões.

Ocupados

No Brasil, no primeiro trimestre de 2018, a força de trabalho era composta por 104.270.000 pessoas. Dessas, 90.581.000 estavam ocupadas e 13.689.000 estavam desocupadas. Logo, a taxa de desemprego é de 13,1%. No Maranhão, no primeiro trimestre de 2018, a força de trabalho era composta por 2.678.000 pessoas. Dessas, 2.260.000 estavam ocupadas e 418.000 estavam desempregadas.

“O Maranhão terminou o 4º Trimestre com 13,3% e iniciou o 1º trimestre de 2018 com 15,6% de taxa de desocupação. Na do 2º trimestre, ficou em 14,6%; no 3º trimestre, 14,4%; e no 4º trimestre, 13,3%. A taxa veio caindo durante todo o período de 2017. Para você ter uma ideia, no 4º trimestre de 2014, onde a economia ainda estava funcionando bem vagarosamente, a taxa de desemprego no Maranhão era de 7%, e no Brasil, era de 6%. Então, toda esta crise institucional que vem acontecendo no país gerou uma instabilidade muito grande”, disse José Reinaldo, que alerta para o número de jovens desempregado no estado.

“Quando a gente analisa os números, a gente observa dados preocupantes como a taxa de desemprego por faixa etária, entre 18 a 24 anos, que é 28,1% no Brasil. Já no Maranhão, é de 30,6%, o que corresponde a 134 mil jovens desempregados. Em São Luís, esse número é ainda maior, 37,6%, cerca de 30 mil pessoas”.

O contingente de desalentados no país, no primeiro trimestre de 2018, foi de 4,6 milhões de pessoas, o maior da série histórica. No último trimestre de 2017, esse contingente era de 4,3 milhões de pessoas. A taxa de desalento, no primeiro trimestre de 2018 ficou em 4,1% da força de trabalho ampliada do Brasil, a maior da série histórica. Entre as unidades da federação, Alagoas tinha a maior taxa de desalento (17,0%) e Rio de Janeiro e Santa Catarina, a menor (0,8%, ambos).

Menos emprego

Os menores percentuais de empregos (exceto domésticos) com carteira de trabalho assinada na iniciativa privada estavam nas regiões Nordeste (59,7%) e Norte (62,9%) e o maior, no Sul (83,3%). Apenas o Norte apresentou expansão dessa proporção em relação ao 1º trimestre de 2017 (de 59,9% para 62,9%), enquanto as demais registraram queda. No Norte (32,4%) e no Nordeste (29,0%) o percentual de trabalhadores por conta própria era superior ao observado nas demais regiões. Já as Regiões Sudeste (70,5%) e Centro-Oeste (70,1%) apresentaram participação maior de empregados. O material de apoio desta divulgação está na coluna à direita.

Carteira assinada

No 1º trimestre de 2018, 75,4% dos empregados no setor privado tinham carteira de trabalho assinada, 1,2 pontos percentuais, a menos que no 1º trimestre de 2017. Entre os trabalhadores domésticos, 30,0% tinham carteira de trabalho assinada; no mesmo trimestre do ano passado essa proporção era de 31,5%. As regiões Norte (62,9%) e Nordeste (59,7%) apresentaram-se em patamares inferiores aos das demais regiões. Por outro lado, a Região Sul (83,3%) atingiu o maior patamar. Em relação ao 1º trimestre de 2017, houve alta dessa estimativa apenas na região Norte (de 59,9% para 62,9%), e queda nas demais.

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